O pepino-do-mar desempenha uma função discreta no ambiente marinho: ingere areia e separa dela a matéria orgânica, como restos de algas. O animal utiliza de 10 a 30 tentáculos retráteis ao redor da boca para capturar o material. Depois, aproveita o que pode ser absorvido e elimina o restante.
Esse invertebrado pertence ao grupo dos equinodermes, ao lado das estrelas-do-mar e dos ouriços-do-mar. Os animais desse grupo não têm coluna vertebral nem crânio. Os invertebrados representam 95% das espécies do planeta, entre moluscos, crustáceos e artrópodes.
A maior parte dos pepinos-do-mar mede entre 10 e 30 centímetros. Há espécies com apenas 3 centímetros e exemplares encontrados nas Filipinas que podem alcançar 2 metros de comprimento. As cores registradas incluem preto, marrom e verde-oliva.
Vida no fundo do mar
O habitat mais comum desses animais são áreas arenosas ou lamacentas no fundo do oceano. Seu deslocamento costuma ser lento, embora algumas espécies tenham capacidade de nadar.
Apesar de serem considerados inofensivos, eles contam com formas próprias de escapar de ameaças. Quando percebem a presença de um predador, a reação inicial costuma ser procurar abrigo: podem se enterrar na areia ou se esconder entre rochas. A explicação é do biólogo Cláudio Gonçalves Tiago, do Centro de Biologia Marinha da USP.
O pepino-do-mar também é consumido por razões culturais. Na China e em outros países do Oriente, é tratado como uma iguaria marinha associada a um prato fino e luxuoso.


