A GNC recebeu cerca de R$ 689 milhões em novo financiamento durante o processo de recuperação judicial. O valor veio do maior acionista da empresa e da International Vitamin Corporation, principal fornecedora de produtos da rede, que passou a atuar também como financiadora da reorganização.
Fundada em 1935, a companhia especializada em vitaminas e suplementos nutricionais pediu proteção via Chapter 11 em 2020. A medida foi adotada depois de anos de redução da operação física, em um cenário de queda nas vendas das lojas, fechamentos temporários e pressão de uma dívida elevada.
A empresa já havia encerrado 596 unidades consideradas de baixo desempenho entre janeiro de 2018 e março de 2020. A diminuição da rede começou antes da pandemia e ocorreu em meio à concorrência crescente do comércio eletrônico e de outras empresas especializadas.
Dívida e redução da operação
No momento do pedido de recuperação judicial, a dívida total da GNC somava cerca de R$ 4,8 bilhões. A companhia pretendia eliminar mais de R$ 1,6 bilhão desse montante por meio da reestruturação financeira.
O plano previa também o fechamento de até 1.200 lojas. A estratégia respondia à necessidade de adaptar a empresa a uma operação física menor, depois que a queda nas vendas presenciais e os fechamentos temporários reduziram a receita.
Venda com possibilidade de leilão
A GNC estruturou a venda da companhia em duas frentes. De um lado, havia um acordo preliminar com credores para transferir a empresa a uma afiliada de seu maior acionista por cerca de R$ 4 bilhões. De outro, permanecia aberta a possibilidade de receber propostas superiores em um leilão supervisionado pela Justiça.
O modelo estabelecia uma oferta mínima previamente negociada, sem impedir a apresentação de valores mais altos durante o processo judicial. A reorganização buscava, ao mesmo tempo, reduzir o endividamento e encontrar um comprador disposto a manter parte da operação em funcionamento.
A participação da International Vitamin Corporation no financiamento aproximou duas posições da cadeia de negócios: além de fornecer produtos à GNC, a empresa passou a disponibilizar recursos para o processo de recuperação judicial. O financiamento também contou com o maior acionista da rede e alcançou cerca de R$ 689 milhões.


