Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Argentino é preso após chacina de família em apartamento no México

Polícia aponta sócio de músico como principal suspeito; menino de 6 anos sobreviveu escondido sob uma cama.

Argentino é preso após chacina de família em apartamento no México
Foto: Jonathan Meléndez via Instagram

Um argentino foi preso sob suspeita de matar quatro pessoas de uma mesma família, uma babá e o cachorro da casa em um apartamento de luxo no México. O crime ocorreu na noite de terça-feira (1º). Um menino de 6 anos, filho do casal, foi o único sobrevivente: segundo a polícia, ele permaneceu escondido debaixo de uma cama por mais de três horas, até a chegada das autoridades.

As vítimas são o músico Jonathan “Honas” Meléndez Ochoa, de 38 anos; sua mulher, Ana Paola, de 35, que estava grávida de quatro meses; a filha do casal, de 3 anos; e uma jovem de 21 anos que trabalhava como babá. O cachorro da família também foi morto. Vizinhos relataram ter ouvido gritos e tiros, e os corpos foram encontrados pouco antes da meia-noite.

Meléndez era compositor e tecladista da banda mexicana Camilo Séptimo. Ele e Ana Paola foram encontrados amarrados com fita adesiva e baleados na cabeça. A menina também foi atingida na cabeça. A funcionária teria tentado fugir e foi baleada pelas costas.

A polícia prendeu dois suspeitos. Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, é apontado como o principal suspeito. Ele seria sócio de Meléndez em uma empresa de aluguel de imóveis para temporada. O segundo homem, identificado como motorista de Diego, também foi detido. As autoridades ainda investigam qual foi sua participação e se ele sabia o que aconteceria no apartamento.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quinta-feira (3) que o ataque estaria ligado a uma disputa entre famílias. “As famílias estão recebendo apoio do governo do Estado do México e, da parte do Ministério do Interior, faremos o que estiver ao nosso alcance”, disse.

Investigação sobre disputa financeira

Uma das principais linhas de investigação considera que o crime possa ter sido motivado por uma disputa financeira envolvendo a sociedade imobiliária mantida por Meléndez e Diego. O músico teria investido dinheiro na Nomad Property Management, empresa ligada ao suspeito e voltada à oferta de imóveis para temporada em destinos turísticos mexicanos.

A empresa e Diego haviam sido alvo de denúncias nas redes sociais por supostas fraudes em aluguéis. Uma denúncia publicada em julho mencionou uma perda equivalente a R$ 150 mil. As autoridades, porém, ainda não confirmaram que a disputa comercial tenha motivado os homicídios.

Uma reconstrução do caso indica que Meléndez avisou um amigo, antes do crime, que faria uma reunião com o sócio e temia o que poderia acontecer. Ele pediu que a polícia fosse chamada caso não desse notícias depois de algumas horas.

Câmeras de segurança registraram Diego entrando no prédio no fim da tarde, sozinho no elevador, usando boné e óculos escuros e carregando uma mochila. As autoridades afirmam que ele chegou armado ao apartamento e saiu depois com a ajuda do segundo suspeito. Diego foi preso poucas horas mais tarde, em La Marquesa, na região da Cidade do México.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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