Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Alex Saab reconhece participação em esquema e promete colaborar com os EUA

Empresário colombiano deverá pagar US$ 195 milhões e fornecer informações sobre integrantes do governo venezuelano.

Alex Saab reconhece participação em esquema e promete colaborar com os EUA

O acordo firmado por Alex Saab com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos prevê que os promotores peçam a aplicação da pena mínima pelo crime de conspiração para lavagem de dinheiro. A punição máxima prevista para esse delito é de 20 anos de prisão, e a colaboração poderá render uma redução adicional se as informações forem consideradas úteis em outras investigações.

O empresário colombiano reconheceu perante a Justiça americana ter participado de um esquema ilegal de propinas e pagamentos irregulares relacionado ao Comitê Local de Abastecimento e Produção (CLAP), programa venezuelano destinado à distribuição de itens básicos para a população de baixa renda. A admissão foi feita diante da juíza federal Kathleen Williams, em Miami.

Como parte do pacto, Saab se comprometeu a pagar US$ 195 milhões e a repassar dados sobre integrantes do alto escalão chavista. O documento judicial também estabelece que ele não poderá fornecer informações falsas para proteger terceiros, acusar intencionalmente pessoas inocentes ou praticar novos crimes durante a cooperação com as autoridades.

Estruturas financeiras e nomes no processo

A acusação afirma que Saab atuou com funcionários do governo venezuelano e que parte dos recursos foi enviada para contas no sul da Flórida. O grupo também teria movimentado valores provenientes de negócios petrolíferos da estatal PDVSA por meio de diferentes empresas, incluindo operações de importação de mercadorias da Colômbia e do México.

O processo menciona Álvaro Pulido Vargas, José Gregorio Vielma Mora, Emmanuel Enrique Rubio González e Carlos Rolando Lizcano. Outras duas pessoas são identificadas apenas como “co-acusado 1” e “co-acusado 3”, sem divulgação pública de seus nomes pela Promotoria.

Mudança na defesa

Saab havia se declarado inocente em 24 de julho, mas depois mudou sua posição e assumiu responsabilidade penal. Esta é a segunda ação criminal enfrentada por ele nos Estados Unidos. O empresário foi preso em 2020, em Cabo Verde, durante uma escala para reabastecimento de combustível, e extraditado sob acusação de desviar cerca de US$ 350 milhões da Venezuela.

Em dezembro de 2023, recebeu perdão do então presidente americano Joe Biden no contexto de uma troca de prisioneiros entre Washington e Caracas. Após retornar à Venezuela, reassumiu uma posição na estrutura de poder chavista, mas acabou preso novamente e extraditado pela segunda vez para os Estados Unidos.

Na audiência mais recente, Saab disse usar Zoloft e outros medicamentos diariamente e afirmou ter desenvolvido “trastorno de estresse pós-traumático” depois da prisão de 2020. O caso dependerá agora do cumprimento das obrigações previstas no acordo.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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