Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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El Niño e La Niña: como o Pacífico altera chuvas e temperaturas

Fenômenos opostos interferem na circulação atmosférica e podem afetar agricultura, pecuária e o risco de desastres ambientais.

El Niño e La Niña: como o Pacífico altera chuvas e temperaturas
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O El Niño está estabelecido e pode se intensificar ao longo de 2026, com previsão de atingir o pico no final do ano. A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), estima quase 100% de probabilidade de que o fenômeno persista até fevereiro de 2027. A permanência pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo.

Embora o El Niño esteja no centro dos alertas climáticos, o La Niña também produz mudanças relevantes. Os dois fenômenos ocorrem no Oceano Pacífico e são considerados opostos: o primeiro envolve o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial; o segundo, o resfriamento dessas águas. A oposição também aparece nos nomes. Em espanhol, El Niño significa “o menino”, enquanto La Niña quer dizer “a menina”.

O aquecimento provocado pelo El Niño

Em condições normais, os ventos alísios sopram de leste para oeste sobre o Oceano Pacífico e levam as águas aquecidas da região equatorial em direção à Indonésia. Durante o El Niño, esses ventos enfraquecem. A água quente permanece então próxima à costa da América do Sul, acompanhada por massas de ar quente e úmido.

A mudança na circulação atmosférica interfere nos padrões de precipitação e temperatura. A costa sul-americana do Pacífico e o sul dos Estados Unidos podem registrar chuvas intensas. No Sudeste Asiático, na Austrália e em outras áreas, a tendência é de períodos de seca.

No Brasil, os efeitos variam conforme a região. No Sul, o fenômeno costuma trazer chuvas excessivas, principalmente na primavera e no início do verão, entre setembro e dezembro. Quando é muito intenso, pode provocar prejuízos para a agricultura. No Norte e no Nordeste, um dos principais efeitos é o agravamento das secas, com possíveis impactos sobre a agricultura e a pecuária.

As condições extremas também elevam o risco de enchentes, inundações e deslizamentos de terra em áreas sujeitas a chuvas excessivas. Nas regiões atingidas por longos períodos de seca, cresce a possibilidade de incêndios florestais.

O resfriamento associado ao La Niña

No La Niña, os ventos alísios se fortalecem e empurram uma quantidade maior de água quente da superfície para o oeste. Ao mesmo tempo, águas frias das camadas profundas sobem, reduzindo a temperatura do oceano perto da costa oeste da América do Sul. Na Austrália e na Indonésia, a concentração de águas quentes favorece a formação de massas de ar quente e úmido.

No Brasil, as chuvas tendem a ficar menos frequentes e volumosas no Sul, o que pode resultar em longos períodos de estiagem. No Norte e no Nordeste, a tendência é de aumento das precipitações. Se ocorrer com grande intensidade, o fenômeno também pode causar prejuízos para a agricultura e a pecuária, além de desastres ambientais.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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