RIO DE JANEIRO — A série de animação infantil Ho-Ho e o Som do Brasil, coprodução de empresas brasileiras e chinesas, terá seu primeiro episódio completo exibido no Brasil em 5 de outubro, durante o RioMarket, mercado audiovisual do Festival do Rio. A sessão será realizada às 17h30, na Sala 3 do Armazém da Utopia, no Cais do Porto, no Rio de Janeiro.
O encontro incluirá uma conversa com integrantes da equipe criativa e será aberto aos profissionais credenciados no RioMarket. A estreia da produção na TV Cultura está prevista para o final de 2026.
Uma parceria com planos de longo prazo
A série é produzida pela Amorim Filmes, pela LC Barreto e pela CCTV Animation Group, empresa pertencente ao China Media Group (CMG). O projeto tem patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio institucional do Ministério da Cultura e do governo brasileiro.
O acordo entre as equipes prevê quatro temporadas e um longa-metragem. A colaboração começou depois que o produtor Luiz Carlos Barreto convidou o cineasta João Amorim para dirigir um filme em coprodução internacional. Amorim propôs a participação da China, dando início à parceria que também resultaria na série.
A trajetória internacional da produção começou antes da apresentação no Brasil. Em junho de 2026, o projeto foi apresentado em uma programação de animação realizada em Chongqing, com a exibição de um teaser. Também houve participação em uma atividade associada ao Festival Internacional de Cinema de Xangai.
Música como elo entre culturas
A trama acompanha Ho-Ho, um panda chinês apaixonado por música que chega ao Brasil em busca de novos sons. Ao lado dele estão Kiko, um mico-leão-dourado impulsivo, e Capy, uma capivara observadora. Os personagens percorrem paisagens brasileiras e conhecem ritmos, festas e sons da natureza.
Na narrativa, a música não aparece apenas como acompanhamento. Os sons provocam desafios, interferem nas escolhas dos personagens e colaboram para solucionar os problemas encontrados durante a jornada. A história também apresenta Madame Bleu, uma arara-azul ligada à técnica e à precisão, e seu assistente Anu.
Diretor-geral da série, João Amorim afirma que o projeto usa a música como linguagem comum entre Brasil e China. “Brasil e China podem se encontrar pelo som”, disse o cineasta.
A primeira temporada terá 13 episódios, com 11 minutos de duração cada, e será voltada principalmente para crianças de 5 a 9 anos. A produção integra as iniciativas oficiais do Ano Cultural Brasil-China 2026.
Equipes brasileiras e chinesas
A Amorim Filmes atua no desenvolvimento de séries e filmes infantis e de obras com temática socioambiental. A LC Barreto reúne mais de seis décadas de atuação no cinema brasileiro. A participação no projeto realiza a intenção de Luiz Carlos Barreto de produzir animações que levem elementos da identidade e da cultura brasileiras a novas gerações e a mercados internacionais.
Na China, a condução da produção cabe à CCTV Animation Group, do China Media Group, com a participação de profissionais chineses e brasileiros nas áreas criativa e técnica.
A exibição de 5 de outubro terá programação prevista até as 18h30 e ocorrerá na Sala 3 do Armazém da Utopia, na Orla Conde, Armazém 6, no Cais do Porto. O acesso será restrito aos credenciados no RioMarket.


