Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Novo Resident Evil troca heróis conhecidos por protagonista em pânico

Zach Cregger busca reproduzir no cinema o medo, a sobrevivência e o gerenciamento de recursos dos jogos da franquia.

Novo Resident Evil troca heróis conhecidos por protagonista em pânico
Foto: Columbia Pictures/Divulgação

Zach Cregger decidiu não levar aos cinemas uma história já conhecida de Resident Evil nem colocar Leon Kennedy no centro da trama. No novo filme da franquia, que estreia no Brasil nesta quinta-feira, 17, o protagonista é Bryan, um entregador médico interpretado por Austin Abrams, concebido como uma espécie de avatar do jogador: alguém despreparado, assustado e obrigado a sobreviver a uma situação que ultrapassa sua capacidade.

A escolha está ligada à relação do diretor com os games. Cregger jogou repetidamente os títulos da série e identifica sua força menos em uma mitologia específica do que na experiência de jogar: o terror, a administração de recursos, a sobrevivência e a evolução das armas. Foi essa combinação de sensações que ele procurou transportar para a tela, inclusive por meio de uma câmera influenciada pela lógica dos jogos.

“Eu queria alguém como eu, em pânico, atravessando esse mundo”, afirmou Cregger.

Um protagonista comum diante do horror

Para o diretor, adaptar diretamente uma das histórias dos games exigiria cortes, alterações e simplificações. Em vez disso, o filme procura preservar o ritmo e o tom da franquia, sem repetir uma narrativa já contada. Bryan surge, assim, como o contraponto aos personagens que parecem dominar completamente os perigos ao redor.

Abrams descreve seu personagem como um homem comum, com bom coração e medo de assumir a vida adulta, colocado em uma situação para a qual não tem preparo. A vulnerabilidade, segundo o ator, aproxima o público da sensação experimentada por quem joga. Enquanto o jogador sente medo, personagens como Leon costumam demonstrar domínio sobre o ambiente. Bryan, ao contrário, também reage ao perigo com temor.

A participação de Abrams foi influenciada pela confiança no diretor. Os dois já haviam trabalhado juntos em A Hora do Mal, e o ator também conhecia Noites Brutais, obra de Cregger que, segundo ele, o marcou. Para Abrams, a pessoa responsável pela direção pesa mais na decisão do que o gênero ou o tamanho da franquia. Ele afirmou que talvez não tivesse aceitado o projeto se Cregger não estivesse à frente.

O histórico das adaptações

Resident Evil já teve diferentes versões no cinema e na televisão. Entre 2002 e 2016, seis filmes protagonizados por Milla Jovovich apresentaram uma história própria centrada em Alice. Em 2021, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City buscou uma aproximação maior com os jogos e funcionou como reboot. No ano seguinte, a Netflix lançou uma série live-action com uma narrativa original sobre as irmãs Jade e Billie Wesker.

As adaptações chegaram ao novo filme depois de mais de duas décadas de expectativas acumuladas entre os fãs. Cregger, porém, disse não ter sentido essa pressão durante a produção. Ele começou a trabalhar no longa antes da estreia de A Hora do Mal e, quando o filme passou a concentrar a atenção do público, já estava dedicado a Resident Evil.

O diretor também acompanhou críticas antecipadas de pessoas que consideraram o filme distante dos games a partir do material divulgado. Sua avaliação é que a discussão deve ocorrer depois da sessão, quando o público tiver visto a obra completa e puder formar a própria opinião.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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