Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paramount supera disputa com estados e mantém compra da Warner no caminho

Acordo encerra ação de 12 estados dos EUA, mas a aquisição ainda depende de outras disputas e das condições para ser concluída.

Paramount supera disputa com estados e mantém compra da Warner no caminho
Foto: Nyt/Nyt

A Paramount fechou um entendimento com procuradores-gerais de 12 estados dos Estados Unidos e encerrou a ação que tentava impedir sua aquisição da Warner Bros. Discovery. Os termos não foram divulgados, mas o acordo remove um dos principais entraves judiciais à operação.

A União Europeia autorizou, com condições, a compra do estúdio de Hollywood nesta quarta-feira (22). Avaliado em 111 bilhões de dólares (cerca de R$ 572 bilhões), o negócio é considerado a maior fusão da história de Hollywood.

A negociação entre a Paramount e os estados foi concluída antes de 1º de outubro. A partir dessa data, a empresa começaria a acumular uma multa contratual de 7 milhões de dólares (cerca de R$ 36 milhões) por dia. A operação estava suspensa enquanto a disputa relacionada às regras de concorrência não fosse resolvida.

A ação dos estados foi apresentada em julho e liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, mesmo depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovar a operação. As autoridades alegavam que a fusão poderia diminuir a concorrência nos mercados de televisão por assinatura e cinema, provocar aumento de preços e reduzir opções para empresas de exibição e operadoras de TV a cabo e via satélite.

Em julho, a juíza Araceli Martinez-Olguin concedeu uma ordem de restrição de 28 dias e considerou relevantes os argumentos sobre possíveis impactos concorrenciais. Depois disso, a Paramount concordou em esperar o julgamento do mérito, marcado para 2 de março de 2027.

As negociações envolveram compromissos sobre a permanência de operações na Califórnia e os níveis de produção. Também foram discutidas a supervisão editorial da CBS e da CNN, além de medidas estruturais defendidas por Bonta, como possíveis desinvestimentos. A empresa chegou a ameaçar transferir suas operações da Califórnia para o Texas ou o Tennessee.

A Paramount sustenta que a aquisição ampliaria a concorrência, aumentaria a produção de conteúdo e ajudaria a enfrentar plataformas como Netflix e Amazon. A Cinema United, que inicialmente se opôs à fusão, passou a defender a resolução da ação depois que AMC, Cinemark e Regal apoiaram um acordo.

Ainda há outra disputa. A Writers Guild of America (WGA), sindicato dos roteiristas dos Estados Unidos, entrou com uma ação em julho para barrar a operação. O processo seria analisado junto com o caso dos estados em março de 2027, e sua posição após o acordo ainda não estava definida.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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