VENEZA, ITÁLIA — Noel e Liam Gallagher levaram ao Festival de Cinema de Veneza o documentário Oasis: Don’t Look Back in Anger, que acompanha a turnê de reunião da banda e revisita a relação marcada por conflitos entre os dois irmãos. A estreia mundial ocorreu no último sábado, 5, e o filme chega aos cinemas com sessões a partir desta quinta-feira, 10.
A produção alterna registros de shows, ensaios e conversas com os integrantes para reconstruir o caminho que levou o Oasis de um rompimento dramático à retomada dos palcos. A separação ocorreu em 2009, depois de uma discussão nos bastidores, pouco antes de uma apresentação em Paris.
Entre o conflito e o reencontro
O documentário inclui uma entrevista conjunta de Noel e Liam, realizada depois de 25 anos, além de imagens inéditas dos ensaios. Em uma delas, a tensão se instala quando Liam chega ao local. As câmeras também acompanharam os irmãos separadamente e, mais tarde, juntos, durante o avanço da turnê.
A banda foi fundada em 1991, em Manchester, e alcançou um dos pontos mais altos de sua trajetória nos anos 1990. O álbum de estreia, Definitely Maybe, chegou ao topo das paradas em 1994. No ano seguinte, (What’s the Story) Morning Glory? tornou-se um dos discos mais vendidos de todos os tempos no Reino Unido.
Grande parte das canções foi escrita por Noel Gallagher, entre elas Wonderwall e Live Forever. Para Steven Knight, roteirista creditado no filme, a questão central era compreender por que a música do Oasis continuou relevante para quem acompanhou a banda nos anos 1990 e para a geração seguinte.
A turnê de 2025
Em 2025, os Gallagher encerraram um hiato de 16 anos com uma turnê que começou em Cardiff, no País de Gales. A primeira apresentação reuniu mais de 60 mil pessoas, de diferentes idades, e contou com os ex-integrantes Paul “Bonehead” Arthurs, Gem Archer e Andy Bell, além do baterista Joey Waronker.
Havia receio de que o show não acontecesse, como ocorreu em Paris em 2009. A apresentação, porém, seguiu adiante, com músicas como Supersonic e Roll With It provocando cantorias em massa.
Os diretores Dylan Southern e Will Lovelace afirmaram que pretendiam fazer um filme sobre a reconciliação de dois irmãos conhecidos pela relação volátil, mas também sobre a força das canções, que continuaram a existir enquanto a banda permaneceu inativa por 15 anos. O documentário acompanha ainda fãs de diferentes partes do mundo e procura manter a sensação de que o público está dentro dos shows.


