Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Milo J celebra recepção no Brasil e chama João Gomes de “gênio”

Rapper argentino fala sobre shows em São Paulo, a influência brasileira em seu álbum e o sucesso da apresentação no Tiny Desk.

Milo J celebra recepção no Brasil e chama João Gomes de “gênio”

A primeira passagem de Milo J pelo Brasil foi marcada pela reação do público aos shows em São Paulo e pela apresentação no Rock in Rio. O rapper argentino, que se apresentou no palco Supernova no último sábado, 12, fez shows solo no domingo, 13, e na terça, 15, na capital paulista. Para ele, a recepção brasileira ultrapassou suas expectativas: “É muito louco que me escutem por aqui, que abracem minha música”.

A participação no Tiny Desk, projeto da National Public Radio (NPR), e o álbum La vida era más corta, lançado em 2025, ampliaram a presença do artista no país. O vídeo gravado para o programa já soma 17 milhões de visualizações. Milo também se surpreendeu ao ouvir o público cantar Recordé, faixa que abre com um sample brasileiro. “Parecia o hino nacional”, afirmou.

O encontro com João Gomes

Nos bastidores do Rock in Rio, Milo J conversou com João Gomes, cantor pernambucano que conheceu durante o festival. Os dois falaram sobre a trajetória do artista brasileiro, sua terra, o chapéu de vaqueiro e aspectos culturais de Pernambuco. Fãs pediram uma colaboração entre os músicos, possibilidade aprovada pelo argentino. “Eu adoraria. Ele é um gênio”, disse.

Milo também mencionou o MC Hariel, com quem conversou em um evento no México, e afirmou ser admirador da música brasileira. Para ele, o país reúne uma produção musical própria, apesar da proximidade com os demais países da América Latina.

A ligação com a cultura brasileira aparece em Recordé. Milo contou que procurava músicas para samplear no Spotify quando encontrou o disco Festa no Morro, composto por cantos de umbanda. A gravação escolhida foi incorporada à introdução da faixa depois de ser aprovada por Tatool, produtor de La vida era más corta.

Música, memória e identidade

O álbum reúne interpolações, samples e registros de artistas mais velhos. Segundo Milo, o retorno às raízes responde a uma geração emocionalmente cansada e nostálgica. Em sua trajetória, essa busca o levou à música folclórica argentina e às referências que escutava em Morón, cidade onde nasceu.

O disco inclui ainda uma colaboração póstuma de Mercedes Sosa na faixa Jangadero. As gravações foram feitas com Soledad Pastorucci em 2006 e chegaram ao projeto por intermédio de Afo Verde, CEO da Sony América Latina.

As apresentações de Milo J em São Paulo integram a programação do MUCHO! Ciudad Sonora, festival dedicado à música latino-americana. O projeto ainda prevê atrações como o grupo peruano Los Mirlos e os percussionistas argentinos de La Bomba Del Tiempo até o fim do ano.

Sobre a relação entre Brasil e os países hispanofalantes, o rapper disse agradecer aos ouvintes brasileiros que acolheram seu idioma e seu trabalho. Ele afirmou que gostaria de viajar pelo país para conhecer outras culturas, músicas e pessoas.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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