Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Cultura

Maria Brigadeiro aposta no cacau brasileiro e na produção diária há quase 20 anos

Juliana Motter abriu a marca em 2007 e produz 500 unidades por dia, mantendo o preparo manual e sem vender brigadeiros feitos no dia anterior.

Maria Brigadeiro aposta no cacau brasileiro e na produção diária há quase 20 anos
Foto: Reprodução/@mariabrigadeirooficial

A Maria Brigadeiro produz e vende 500 unidades por dia, mas a escala não alterou uma regra mantida desde a abertura da marca: nenhum brigadeiro preparado no dia anterior é colocado à venda. A decisão, associada ao trabalho manual, acompanha a trajetória de Juliana Motter há quase 20 anos.

A chef e fundadora abriu a empresa em 2007. Sua relação com o doce, porém, começou na infância, quando já preparava brigadeiros — experiência que também originou o apelido pelo qual é conhecida.

Da referência europeia ao cacau brasileiro

No início do negócio, uma das mudanças propostas por Juliana foi substituir o achocolatado por chocolate de alta qualidade, incluindo versões belgas ou francesas. A escolha ajudou a ampliar a percepção sobre as possibilidades do brigadeiro, mas também provocou uma reflexão sobre a dependência de ingredientes estrangeiros como parâmetro de excelência.

“Se o brigadeiro é brasileiro e o Brasil produz cacau, por que a nossa principal referência de excelência precisa vir de fora?”, questionou Juliana.

A partir dessa inquietação, a Maria Brigadeiro se aproximou do cacau brasileiro e passou a produzir o próprio chocolate. Atualmente, a empresa mantém uma loja em Pinheiros, bairro de São Paulo, além de atender por delivery e desenvolver projetos especiais de gastronomia.

O brigadeiro como ele é

O sabor mais vendido é o tradicional, escolha que Juliana considera “bonito”. Para ela, a evolução do negócio também significou rever a própria maneira de compreender o doce. “Quase 20 anos depois, talvez eu esteja aprendendo algo ainda mais importante: a enxergar o brigadeiro como ele é”.

A regra de vender apenas unidades feitas no dia reforça uma concepção de trabalho que Juliana diz preservar desde o começo: a preparação manual. A data dedicada ao doce, celebrada em 10 de setembro, serviu como ocasião para lembrar a história da marca e as transformações pelas quais sua receita passou.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.