Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Editora diz que não autorizou presença de mascarado em estande da Bienal de São Paulo

Fruto Proibido afirma que homem fantasiado de Ghostface apareceu espontaneamente; organização do evento notificou a editora após vídeos circularem nas redes.

Editora diz que não autorizou presença de mascarado em estande da Bienal de São Paulo
Foto: @Yawbooks via Instagram

A editora Fruto Proibido afirmou que não contratou, convidou nem solicitou a presença do homem mascarado que apareceu em seu estande durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A declaração foi feita depois que vídeos gravados no local ganharam repercussão nas redes sociais.

A editora disse que, no início, a passagem do visitante foi entendida pela equipe e pelo público como uma situação de descontração. Segundo a nota, foram produzidos vídeos, fotos e outros conteúdos, como também ocorreu com outros visitantes. As interações registradas, ainda de acordo com a empresa, aconteceram a pedido e com a participação das pessoas que se aproximaram para fotografar.

O homem usava uma fantasia de Ghostface, personagem da franquia Pânico. Nos registros, ele aparece beijando uma jovem, posando com leitores e segurando pessoas no colo. O episódio ocorreu no último domingo, 6 de setembro, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital. A Bienal segue até o dia 13.

Quando a equipe percebeu que o episódio havia alcançado outra proporção, passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. A editora declarou que, naquele momento, a situação já havia saído de seu controle. Também afirmou não compactuar nem endossar atitudes atribuídas à pessoa que estava por trás da máscara e anunciou critérios mais rigorosos para interações e gravações em seu espaço durante eventos.

A organização da Bienal informou que a ocorrência não fazia parte da programação nem de uma ação oficial promovida ou autorizada pelo evento. Após tomar conhecimento dos registros, notificou a editora responsável pelo estande.

A organização também afirmou não compactuar com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirmou o compromisso com um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes.

A Fruto Proibido lamentou a repercussão e qualquer desconforto causado a sua comunidade, leitores, autores e parceiros. A empresa classificou o episódio como um aprendizado e disse que reforçará os cuidados para evitar situações semelhantes.

A editora e o dark romance

A Fruto Proibido é uma editora independente voltada ao chamado dark romance, ou romance sombrio. O subgênero trabalha com elementos como violência, relacionamentos conturbados, cenas gráficas e explícitas, personagens moralmente complexos e dinâmicas de poder nas relações.

A editora declarou que o episódio não refletia suas posições e destacou que não tinha conhecimento, no momento dos registros, de situações relacionadas à pessoa mascarada. A empresa também reiterou que pretende manter um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor em seu estande.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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