A Galeria Frente reúne dez artistas na coletiva “Tudo Aquilo Que Move”, que abre no dia 29 e investiga transformação, fluxo e impermanência. Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a mostra apresenta pinturas, esculturas e trabalhos realizados em outros suportes, articulados por uma reflexão sobre aquilo que não permanece igual.
Participam da exposição Diana Motta, Efe Godoy, Fabiana Preti, Giulia Bianchi, Marysia Portinari, Naia Ceschin, Poli Pieratti, Thamiris Mandú, Verena Smit e Victoria Serednicki. As obras também se aproximam das relações entre corpo, natureza e matéria, reunindo diferentes modos de pensar a mudança.
Matéria, natureza e espírito
Diana Motta apresenta pinturas nas quais formas orgânicas, linhas, curvas e fluxos aparecem e desaparecem na superfície. Seu trabalho parte da cosmologia para examinar vínculos entre matéria, natureza, corpo e espírito.
A artista afirma que, em sua pesquisa, a cosmologia ultrapassa o estudo científico do universo e se relaciona à busca por uma ordem invisível capaz de conectar diferentes dimensões. Para ela, a pintura funciona como um espaço de encontro entre a natureza e uma ordem cósmica mais ampla, no qual podem coexistir matéria e consciência, forma e energia, visível e invisível.
A programação também é apresentada em diálogo com referências de Lina Bo Bardi e Anna Mariani, associadas à instalação de uma casa de madeira no vão livre do Masp, na avenida Paulista, atribuída a Sol Calero.


