Chico Barney mantém os quadrinhos no centro de sua biblioteca pessoal, mesmo depois de transformar a linguagem dos blogs em trabalho nas redes sociais, em sites e no YouTube. Colunista de entretenimento e de televisão, ele também produz conteúdo sobre histórias em quadrinhos em um canal próprio.
A relação com as HQs começou na infância, com O menino maluquinho, de Ziraldo. Chico conta que lia tanto o livro que as páginas acabavam se soltando. O reencontro com os quadrinhos ocorreu depois da faculdade, nos anos 2000, impulsionado pela internet e pelas possibilidades de troca entre leitores.
Uma gibiteca entre o popular e o menos conhecido
Nas prateleiras, há personagens conhecidos do grande público e outros de circulação mais específica. Entre eles está Savage Dragon, criação de Erik Larsen, que também desenhou e roteirizou o Homem-Aranha para a Marvel. Larsen integra o grupo de profissionais que, nos anos 1990, fundou a Image Comics ao lado de desenhistas ligados à DC.
Chico critica a influência das adaptações cinematográficas sobre a criação dos quadrinhos. Para ele, parte do problema dos filmes da Marvel está na produção de histórias pensadas desde o início para chegar às telas. “Para mim, o legal é isso aqui, são os gibis”, afirma. Ele diz não se importar com a escolha de intérpretes para personagens como Wolverine e Superman e avalia que o desgaste de Marvel e Disney deixou o campo mais livre.
Livros para além das HQs
A coleção também abriga romances. Nosso homem em Havana, de Graham Greene, está entre os favoritos de Chico, que se declara fascinado pela literatura russa e pela obra de Gógol.
Na área de televisão, ele destaca os livros do jornalista Maurício Stycer sobre figuras como Gilberto Braga e Silvio Santos. Chico também demonstra interesse por David Letterman, que coloca ao lado de Faustão entre os grandes nomes da televisão. Entre as obras dedicadas ao apresentador norte-americano, cita Letterman: The Last Giant of Late Night, de Zinoman.
A rotina de leitura, porém, muda durante o Big Brother Brasil. Chico afirma que teve pouco tempo para ler no BBB 26, enquanto conseguiu avançar mais na temporada anterior, quando, segundo ele, havia menos acontecimentos na casa.


