PARIS — Uma apresentação improvisada de Céline Dion na saída de um hotel terminou com a cantora sobre o teto e o capô de um BMW i7. Depois de cantar para os fãs, a artista deixou uma imagem que rapidamente se espalhou e também provocou preocupação entre pessoas interessadas em automóveis.
O problema está nas características dessas partes do veículo. O capô e o teto não são componentes estruturais comuns: em carros modernos, eles são desenvolvidos para contribuir com a absorção de impactos em colisões e atropelamentos, reduzindo possíveis danos aos ocupantes e aos pedestres.
Metal desenvolvido para deformar
Modelos de alto padrão, como o BMW i7, usam ligas de aço e alumínio com áreas de deformação programada. Para cumprir essa função, as chapas do capô e do teto são mais finas e flexíveis do que outras partes do automóvel.
Essa configuração ajuda a dissipar a energia de um impacto, mas torna as superfícies mais vulneráveis à pressão concentrada. O peso de um adulto apoiado diretamente sobre essas áreas pode produzir amassados e vincos profundos no painel.
Reparo pode exigir troca da peça
Os danos não necessariamente se limitam à aparência. A recuperação do capô ou do teto pode depender de serviços especializados de funilaria. Em determinadas situações, pode ser necessário substituir completamente o componente afetado.
No BMW i7, que integra a faixa mais luxuosa do portfólio da marca alemã, o conserto tende a envolver um custo elevado. Por isso, embora a cena de Céline Dion tenha se destacado pela espontaneidade, subir ou apoiar-se sobre o veículo não é uma prática recomendada para preservar suas peças.


