Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Bolsa Família sobe 15%, mas Ibovespa avança após anúncio

Mercado acionário registra alta apesar da avaliação de que o reajuste pode dificultar o ajuste fiscal do governo.

Bolsa Família sobe 15%, mas Ibovespa avança após anúncio
Foto: Wilton Junior/Estadão

O anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família não provocou queda imediata no mercado acionário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou a medida nesta quinta-feira, 17, às vésperas da eleição. Às 14h18, o Ibovespa avançava 0,48%, cotado a 186 mil pontos.

A expectativa era de que a ampliação de um benefício social pressionasse a percepção sobre o ajuste fiscal das contas públicas e contribuísse para a desvalorização dos ativos negociados na bolsa. Para Matheus Spiess, economista da Empiricus, o desequilíbrio fiscal é prejudicial, mas o principal índice da renda variável brasileira demonstra resistência.

“Assim, objetivamente, o descontrole das contas públicas é prejudicial, sim. Mas o Ibovespa encontra certa resiliência”, afirmou Spiess.

Juros e commodities

Embora o índice acionário tenha subido, a curva de juros incorporou prêmio em diferentes vencimentos. Na prática, isso significa que investidores passaram a exigir uma remuneração maior para emprestar dinheiro em determinados prazos.

Spiess também associou o desempenho do mercado às commodities, que apresentavam bom comportamento financeiro. Ele mencionou ainda uma tentativa de recuperação em bolsas de diferentes praças, depois de um dia de correção no exterior.

O reajuste de benefícios sociais perto de uma eleição já ocorreu em outros momentos. Em 2014, a então presidente Dilma Rousseff autorizou um aumento médio de 10% no Bolsa Família durante a tentativa de reeleição, que foi bem-sucedida.

Em 2022, Jair Bolsonaro elevou o piso do benefício, então chamado Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. Bolsonaro perdeu a eleição para Lula.

Na avaliação de Spiess, a medida atual pode dialogar com eleitores que já costumam se relacionar politicamente com Lula, mas não produz transferência automática de votos. O economista afirmou que o cenário eleitoral apertado pode tornar relevantes mudanças na intenção de voto, embora tenha lembrado que um movimento semelhante feito por Bolsonaro não impediu sua derrota.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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