Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

“Pukem Swa” aborda a recuperação de uma língua indígena sem alcançar força narrativa

Documentário de Samuel Moreno Alvarez acompanha pai e filho na retomada de tradições ligadas ao povo Muisca e à língua Chibcha.

“Pukem Swa” aborda a recuperação de uma língua indígena sem alcançar força narrativa

A recuperação de uma língua indígena é o eixo de Pukem Swa, documentário dirigido por Samuel Moreno Alvarez e selecionado para a mostra Território do CineBH 2026. A obra acompanha momentos cotidianos de uma criança de 10 anos para abordar a permanência do legado de um povo originário dos Andes colombianos.

O filme apresenta Chibcha como uma língua indígena associada ao povo Muisca, colocada em desuso após a invasão espanhola na América e apagada com a colonização espanhola, a partir do século XVI. A narrativa se organiza em torno da descoberta compartilhada por um pai e seu filho, que retomam ensinamentos culturais e procuram reconstruir tradições interrompidas pelo tempo.

Entre a infância e a memória

Uma sala de aula improvisada, canções de antepassados e situações ligadas à infância contemporânea compõem os caminhos dessa busca. O documentário investe em planos longos e em uma abordagem sensorial para revelar aspectos de uma cultura local, aproximando os movimentos da criança dos silêncios e das lembranças transmitidas pelas gerações anteriores.

A contextualização inicial, apresentada por meio de letreiros inseridos na narrativa, é necessária para situar o espectador. Sem essa explicação, seria difícil compreender as referências históricas e culturais que orientam a obra. O recurso, porém, também expõe a fragilidade do desenvolvimento posterior, concentrado em menos de 80 minutos de projeção.

Algumas cenas assumem um andamento pouco natural, como se tivessem sido encenadas ou conduzidas pelas perguntas que aparecem ao longo do filme. A impressão não se confirma de maneira definitiva, mas interfere na espontaneidade dos encontros e na relação entre os personagens.

A proposta é relevante, mas suas ideias permanecem na superfície. Experimentações formais se misturam sem produzir uma atmosfera consistente, enquanto a narrativa avança de maneira cadenciada e encontra a atenção apenas em momentos pontuais. O resultado é um filme sem a pulsação necessária para transformar seu tema em experiência cinematográfica de maior impacto.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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