A Índia foi o principal motor da expansão asiática no mercado global de séries. O país liderou a região com 25 novas produções entre janeiro e junho, impulsionado sobretudo pela Prime Video, que ampliou investimentos em obras realizadas em diferentes idiomas locais.
O movimento levou a Ásia à liderança mundial pela primeira vez entre os mercados de encomendas de séries roteirizadas das principais plataformas de streaming. No primeiro semestre de 2026, a região respondeu por 36% dos projetos inéditos, maior participação registrada pela Ampere Analysis em um período de seis meses.
Prime Video, Apple TV, Disney+, HBO Max, Netflix e Paramount+ aprovaram juntas 70 produções asiáticas. A América do Norte teve 46 encomendas, e a Europa Ocidental, 44. Os demais mercados, somados, chegaram a 34 projetos. Com isso, a Ásia-Pacífico avançou da terceira para a primeira posição no levantamento.
A Coreia do Sul ficou em segundo lugar entre os mercados asiáticos. A Netflix permaneceu como o serviço global que mais encomenda conteúdo original sul-coreano, enquanto a Disney+ também registrou aumento nesse segmento. Netflix e Prime Video foram as plataformas que mais contribuíram para a mudança, ao elevar suas encomendas na Ásia sem alterar significativamente o volume combinado de projetos aprovados na América do Norte e na Europa Ocidental em relação ao primeiro semestre de 2025. Disney+, HBO Max e Paramount+ também aumentaram o interesse por produções da região.
Mercados e gêneros em expansão
Taiwan recebeu nove encomendas, e as Filipinas, sete. A Netflix quadruplicou seus novos projetos taiwaneses em relação ao ano anterior. Nas Filipinas, a Amazon anunciou cinco produções, ampliando a disputa por assinantes em mercados nos quais o streaming ainda tem espaço para crescer.
Crime e suspense reuniram um terço das encomendas asiáticas. Os dramas representaram um quarto do total, sua maior participação no levantamento. Ficção científica e fantasia, por outro lado, perderam espaço após liderarem proporcionalmente as encomendas no primeiro semestre de 2025.
O avanço é associado ao crescimento de assinantes na região e à circulação de títulos asiáticos em outros mercados. A China, segundo maior mercado de cinema do mundo, ainda não se abriu para as plataformas internacionais de streaming, com poucas exceções de produções adquiridas, mas não coproduzidas.


