Uma disputa eleitoral em uma pequena cidade brasileira é o ponto de partida de Furnas Fundas: Uma fábula gótica brasileira, longa dirigido por Beto Marquez. A produção combina elementos reais e fantásticos ao mostrar como uma força sombria interfere no rumo da competição pelo poder local.
O elenco reúne Otávio Muller, Eriberto Leão e Natália Lage. Na história, a eleição divide famílias, amigos e vizinhos, enquanto os moradores se concentram no futuro da cidade e não percebem que um mal antigo está prestes a despertar.
À margem da disputa está Bartira, acompanhada por uma gangue formada por pessoas que a cidade prefere esquecer. Quando a violência da campanha eleitoral desperta uma força sombria adormecida há gerações, o grupo de excluídos precisa impedir que Furnas Fundas seja transformada em um banho de sangue.
Entre sátira e fantasia
O filme parte de uma confluência entre Incidente em Antares, de Érico Veríssimo, a ideia de mortos que retornam não como elemento de horror, mas como comentário, a sátira de olhar ácido e cômico do cartunista Angeli e a anarquia do texto original de Reinaldo Moraes, que também assina a história que inspirou a obra.
Marquez afirma que a ideia surgiu durante a pandemia, quando percebeu um país mais interessado em escolher lados do que em enfrentar os próprios problemas. “A partir disso, surgiu a vontade de contar uma história que não fosse sobre partidos, mas sobre comportamento”, disse o diretor.
Para Edu Rezende, fundador da Capuri, a produção usa humor e fantasia para levantar debates e estimular uma reflexão sobre comportamentos. O filme é produzido pela Midnight Japa e distribuído pela Capuri Filmes.
Furnas Fundas: Uma fábula gótica brasileira estreia em 17 de setembro nos cinemas brasileiros.


