Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Cinema

“Corrida Contra o Tempo” repete fórmulas de ação sem encontrar tensão

Thriller do Prime Video acompanha uma promotora forçada a atravessar Londres para salvar o filho, mas se perde em soluções previsíveis.

“Corrida Contra o Tempo” repete fórmulas de ação sem encontrar tensão

O thriller de ação “Corrida Contra o Tempo”, lançado pelo Prime Video, acompanha uma promotora obrigada a assassinar uma testemunha para salvar o filho sequestrado. Embora parta de uma situação de urgência, o filme dirigido por Kevin Macdonald não consegue transformar a premissa em tensão consistente e termina preso a fórmulas já exploradas pelo gênero.

Gal Gadot interpreta Maia Marten, uma advogada promotora e mãe solo de Noah, vivido por Rory Wilmot. Os dois moram em Londres e levam uma rotina comum até que um homem, cuja voz é dada por Damian Lewis, telefona para Maia e afirma ter raptado o garoto. A exigência é direta: ela deve matar Radian Tafa, personagem de Phoenix Di Sebastiani e testemunha-chave de um julgamento sob forte esquema de segurança.

Uma corrida sem impulso

Armada com um revólver e com apenas uma hora para cumprir a missão, Maia precisa percorrer quase dez quilômetros a pé. O sequestrador mantém Noah em coma induzido — o menino sofre de diabetes — e usa a condição do garoto para controlar cada movimento da mãe. Ao tentar encontrar uma saída, a protagonista se envolve em um jogo de perseguição que também a transforma em alvo da polícia local.

A estrutura poderia sustentar um filme direto e vigoroso, mas o roteiro de Mark Gibson se apoia em frases prontas, explicações pouco convincentes e uma história pregressa que não acrescenta consistência ao conflito. O diretor Kevin Macdonald, conhecido pelo trabalho que lhe rendeu o Oscar de Melhor Documentário por “Munique, 1972: Um Dia em Setembro”, conduz o material sem encontrar uma identidade própria para a narrativa.

O problema não está apenas na falta de novidade. O filme alterna uma fadiga melancólica com um frenesi contínuo, sem estabelecer um ritmo capaz de organizar as perseguições ou ampliar o suspense. A montagem de Anthony Dod Mantle contribui para essa instabilidade, enquanto a tentativa de combinar drama psicológico e ação produz situações que se afastam do envolvimento e chegam a provocar risos involuntários.

Atuações e desfecho

Gadot tenta representar o desespero de uma mãe diante do sequestro do filho, mas a atuação não transmite emoção suficiente para sustentar a trajetória de Maia. A personagem passa longos trechos correndo pelas ruas de Londres, e a repetição desse recurso evidencia a limitação da construção dramática. Damian Lewis, Rory Wilmot e Alfred Enoch também ficam restritos a papéis convencionais, sem espaço para desenvolver figuras que ultrapassem suas funções na trama.

Com 84 minutos, o longa ao menos não prolonga a experiência. Ainda assim, a duração reduzida não impede que a narrativa pareça cansativa, sobretudo porque a resolução depende de uma reviravolta distante da lógica estabelecida anteriormente. O resultado é um filme que tenta combinar urgência, suspense e drama familiar, mas não encontra equilíbrio entre esses elementos.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.