Nem Toda História de Amor Acaba em Morte acompanha Sol, uma professora presa a um casamento próximo do fim, e Lola, uma jovem atriz surda que tenta manter sua companhia de teatro. Depois de decidir encerrar a relação, Sol conhece Lola e se apaixona por ela. Quando as duas assumem o relacionamento, os conflitos com Miguel, ex-marido de Sol, passam a fazer parte da história.
Escrito e dirigido por Bruno Costa, o longa constrói sua narrativa entre beijos, feridas, quedas e recomeços. A trama observa as oscilações emocionais de uma protagonista em crise, que descobre outras maneiras de amar e de compreender as relações. A presença da surdez e da acessibilidade ocupa lugar central, com a representação da comunidade surda integrada ao percurso das personagens.
O roteiro adota uma estrutura quase episódica, formada por pequenas situações que se conectam. No início, esse formato mantém o filme contido; depois, a narrativa ganha força e encontra maior fluidez. A simplicidade da mensagem e a objetividade dos diálogos contribuem para um tom leve, com momentos cômicos e situações de identificação.
A trajetória também é atravessada por uma nova fase na vida de Sol e pelos sussurros de pessoas que insistem em não compreender suas escolhas. Embora nem sempre aprofunde todas as questões que apresenta e, em alguns momentos, se enrede em suas próprias propostas, o filme preserva uma abordagem acessível e agradável até o desfecho.
A produção apresenta a primeira protagonista surda da história do cinema brasileiro e amplia o espaço da representatividade da comunidade surda no audiovisual do país. O filme já foi exibido em dois dos principais festivais de cinema do Brasil e estreia em 2026 nos cinemas do país.


