Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Starship completa teste orbital e coloca 26 satélites em órbita

Veículo da SpaceX alcançou uma órbita baixa, liberou satélites Starlink V3 e retornou ao Pacífico após mudanças no plano de voo.

Starship completa teste orbital e coloca 26 satélites em órbita
Foto: Steve Nesius/Reuters

STARBASE, TEXAS — O Starship completou nesta segunda-feira (28) seu primeiro voo orbital, alcançou uma órbita baixa e liberou 26 satélites Starlink V3. O lançamento ocorreu às 9h48 (horário de Brasília), a partir de Starbase, no Texas, Estados Unidos.

A missão representou a primeira tentativa da SpaceX de levar o veículo à velocidade orbital e acrescentar satélites à constelação Starlink, que fornece internet rápida e de baixa latência em escala global. O voo integrado dos dois estágios foi o 14º realizado pela empresa.

Uma inserção orbital com ajustes

O perfil escolhido pelos engenheiros foi conservador. Depois da desativação de quase todos os motores do primeiro estágio, chamado Super Heavy, houve a separação do segundo estágio, o próprio Starship. A queima seguinte colocou o conjunto em uma trajetória suborbital, com velocidade ligeiramente inferior à necessária para permanecer em órbita.

Essa estratégia permitiria que o segundo estágio retornasse sozinho à atmosfera em menos de uma hora caso apresentasse algum problema. Antes da etapa decisiva, o controle da missão verificou os sistemas do veículo. Em seguida, os motores do Starship foram reacendidos brevemente para completar a inserção orbital.

Um dos seis motores se apagou durante a ascensão, o que levou os engenheiros a realizar uma checagem antes de autorizar a manobra. A inserção orbital ocorreu cerca de 25 minutos depois do lançamento. O veículo então ficou em uma órbita baixa, a aproximadamente 275 quilômetros da superfície da Terra, e liberou os satélites.

Retorno dos estágios

A SpaceX não pretendia recuperar o veículo nesta missão. Ainda assim, o Super Heavy executou uma manobra de retorno e realizou um pouso suave na água, após o apagamento de 1 dos 33 motores durante a ascensão.

Pouco mais de duas horas depois do lançamento, o Starship completou uma órbita e teve o motor reativado para reduzir a velocidade e voltar a uma trajetória suborbital. O retorno ocorreu sobre o oceano Pacífico, perto do Havaí, também com pouso suave.

O plano original previa uma descida depois de meia dúzia de voltas ao redor da Terra, sobre o Pacífico e próximo à costa do Chile. A equipe antecipou a volta para reduzir riscos, alterando a etapa final do voo.

Próximas etapas

Mesmo com as mudanças e contingências, todos os objetivos foram atingidos. A SpaceX projeta que o próximo lançamento já inclua uma tentativa de recuperar e reutilizar os dois estágios.

A empresa pretende usar os Starships com frequência para aumentar o ritmo de voos. As operações devem ocorrer a partir de Starbase, no Texas, de Cabo Canaveral, na Flórida, e futuramente de um novo centro de lançamento na Louisiana. Conforme o Starship se torne mais comum, a previsão é que o Falcon 9 seja aposentado.

Essa frequência é necessária para qualificar o veículo para a missão Artemis 4, da Nasa. Marcada para 2028, ela deve ter a primeira alunissagem tripulada do programa. Antes disso, o Starship ainda precisará demonstrar voos frequentes, reabastecimento em órbita e uma alunissagem segura na Lua sem tripulação. Essas etapas precisam ser cumpridas nos próximos dois anos para manter o cronograma.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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