BELO HORIZONTE — O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder das pesquisas para o governo estadual, não está preparado para assumir o Palácio Tiradentes. Na avaliação de Simões, uma eventual administração do adversário poderia colocar o estado em risco.
“Cleitinho não está pronto para o desafio. Eu falei isso para ele mais de uma vez”, declarou o governador durante entrevista concedida em Belo Horizonte. Simões também disse que o senador não tem experiência administrativa.
No início da disputa, quando ainda era vice-governador de Romeu Zema (Novo), Simões defendia que Cleitinho não lançasse candidatura e apoiasse seu projeto de reeleição. A intenção, segundo ele, era manter unido o campo da centro-direita e evitar a divisão dos votos. Com a candidatura do senador, os dois se tornaram adversários na reta final da campanha.
Críticas à capacidade administrativa
Simões afirmou que o governador precisa estar preparado para tomar decisões técnicas diante de greves, manifestações e outras situações que exigem resposta do Executivo. Para ele, a promessa de Cleitinho de formar uma equipe qualificada não resolve a responsabilidade atribuída ao chefe do governo.
“Ele pode se cercar das melhores pessoas. No final, quem vai ter que enfrentar greve e manifestação é o governador do estado”, disse Simões.
O governador também criticou as escolhas políticas feitas pelo adversário e afirmou que Cleitinho ainda não apresentou nomes para uma eventual equipe de governo. Segundo Simões, entregar a administração a outra pessoa que não tenha sido escolhida pelo eleitorado criaria um problema para Minas Gerais.
Na entrevista, Simões avaliou ainda a disputa eleitoral, mencionou a possibilidade de a campanha chegar ao segundo turno e disse que muitos eleitores ainda não haviam definido sua escolha. Também afirmou que votará em Carlos Viana para o Senado, mas que seu segundo voto ainda não estava decidido.
Entre outros temas, o governador declarou que 2027 será um ano difícil para a economia, defendeu o uso de câmeras corporais no patrulhamento e disse que a privatização da Gasmig é necessária. Em relação à Cemig, afirmou que a empresa presta um bom serviço e não está entre suas prioridades.


