Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Sequência de “Da Magia à Sedução” estreia com público abaixo do esperado no Brasil

Filme levou 208 mil pessoas aos cinemas brasileiros durante a Semana do Cinema, enquanto produções nacionais e super-heróis tiveram desempenho superior.

Sequência de “Da Magia à Sedução” estreia com público abaixo do esperado no Brasil

“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” levou 208 mil espectadores aos cinemas brasileiros em seu primeiro fim de semana e arrecadou R$ 2,75 milhões. A sequência, estrelada por Sandra Bullock e Nicole Kidman, foi exibida em 646 cinemas, mas ficou atrás dos principais lançamentos em cartaz mesmo durante a Semana do Cinema.

A promoção levou cerca de 3,5 milhões de pessoas às salas brasileiras entre quinta-feira e domingo, no melhor resultado entre as nove edições realizadas desde 2022. Ainda assim, a continuação do filme de 1998 não conseguiu transformar a combinação entre ingressos promocionais e nostalgia em uma grande estreia.

Desempenho abaixo dos concorrentes

No mesmo período, “Minha Melhor Amiga”, com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, levou 1,23 milhão de espectadores aos cinemas — quase seis vezes o público da produção protagonizada por Bullock e Kidman. O filme nacional arrecadou R$ 14,7 milhões apenas no fim de semana e permaneceu na liderança do mercado brasileiro.

“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” também não foi a estreia mais assistida do período. “Código: Vingança” levou aproximadamente 221 mil pessoas às salas, superando as 208 mil entradas da produção da Warner. Em renda, porém, a sequência das irmãs Owens ficou à frente, com R$ 2,75 milhões contra R$ 2,63 milhões.

O contraste aparece ainda na comparação com “Homem-Aranha: Um Novo Dia”. Em sua sétima semana de exibição, o filme atraiu aproximadamente 1 milhão de espectadores e arrecadou R$ 11,6 milhões. Com 17,78 milhões de ingressos vendidos no Brasil, ultrapassou os cerca de 17 milhões de “Titanic” e assumiu a quarta posição entre os maiores públicos da história dos cinemas brasileiros.

A aposta na nostalgia

Lançado em 1998, o primeiro “Da Magia à Sedução” não foi um fenômeno imediato de crítica ou bilheteria. A produção ganhou uma segunda vida nos anos seguintes, especialmente na televisão, no home video e no streaming. Sandra Bullock já reconheceu que o filme encontrou seu público depois da passagem pelos cinemas.

Essa popularidade tardia ajudou a motivar a continuação. Bullock e Kidman voltaram aos papéis de Sally e Gillian Owens. Stockard Channing e Dianne Wiest também reprisam seus personagens, enquanto Joey King, Maisie Williams, Xolo Maridueña e Lee Pace integram a nova geração. A direção é de Susanne Bier, vencedora do Oscar. O filme chegou aos cinemas brasileiros em 10 de setembro.

A produção reunia, portanto, duas estrelas conhecidas, um filme de 1998 que se tornou clássico cult, uma campanha apoiada na nostalgia, distribuição ampla e ingressos promocionais. A estreia, contudo, ficou abaixo do esperado.

O desempenho de “Minha Melhor Amiga” reforçou a diferença. Beneficiada pela Semana do Cinema, a produção cresceu 57,7% em relação à estreia, chegou a 1,23 milhão de espectadores no fim de semana e acumulou 2,17 milhões de ingressos e mais de R$ 36 milhões. Desde a reabertura dos cinemas após a pandemia, poucos filmes brasileiros haviam ultrapassado a marca de 2 milhões de espectadores.

Ainda não é possível definir o resultado final de “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”. Filmes voltados ao público adulto podem manter o público por mais semanas, e a relação dos espectadores com o longa original pode favorecer a produção por meio do boca a boca. A abertura, no entanto, foi de 208 mil espectadores em 646 cinemas durante uma das semanas mais movimentadas do ano.

O primeiro filme também precisou de tempo para encontrar sua audiência. Quase três décadas depois, a continuação tenta transformar esse reconhecimento tardio em um evento nos cinemas brasileiros. Na estreia, o resultado ficou distante dessa expectativa.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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