Paraná, o extremo sul de Mato Grosso do Sul e as regiões sudoeste e sul de São Paulo estão sob alerta para a possibilidade de tornados nesta quinta e sexta-feira, 10 e 11 de setembro. Os três estados devem concentrar os maiores volumes de chuva relacionados à formação de um ciclone extratropical no Sul do País.
As áreas de maior atenção são São Paulo e Paraná, onde já chovia desde a manhã desta quarta-feira, 9 de setembro. No Paraná, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temporais com ventos de até 100km/h em algumas localidades, conforme alerta laranja. A Defesa Civil do Paraná também emitiu um alerta de perigo para esta sexta-feira.
Em São Paulo, o principal risco está associado ao volume de chuva. A capital paulista pode registrar mais de 100 milímetros em cinco dias, quantidade superior à precipitação esperada para todo o mês de setembro.
Como se formam as supercélulas
As supercélulas são nuvens cumulonimbus capazes de produzir tornados, microexplosões e rajadas de vento excepcionalmente intensas, acima de 90 km/h. Quando uma supercélula adquire movimento giratório, passa a ser chamada de mesociclone.
A formação depende de condições atmosféricas específicas: baixa pressão, grande disponibilidade de umidade em diferentes camadas da atmosfera, diferenças acentuadas na velocidade e na direção dos ventos entre a superfície e as camadas médias e altas, forte contraste de temperatura e fatores que favoreçam o desenvolvimento vertical das nuvens.
O cenário de tempo severo inclui possibilidade de tornado e microexplosão, queda de grande quantidade de granizo — inclusive pedras de tamanhos grandes —, ventania acima de 90 km/h e volumes elevados de chuva em pouco tempo. Conforme alerta da Climatempo, as regiões com maior probabilidade de formação das supercélulas aparecem destacadas nos mapas referentes à quinta-feira, 10 de setembro, e à sexta-feira, 11 de setembro.
Orientações para as famílias
Entre as medidas recomendadas estão identificar um local seguro para abrigo, elaborar um plano de emergência familiar, preparar um kit para tornados, fazer simulados com as crianças, acompanhar os alertas meteorológicos e saber qual é o lugar mais protegido da casa. Também é necessário evitar janelas e paredes externas, proteger a cabeça e o pescoço, manter-se informado durante a tempestade e verificar a existência de feridos ou outros perigos depois dela.
Antes da tempestade, as famílias devem conversar sobre tornados de maneira simples e tranquilizadora, reconhecer sinais como céus verde-escuros, granizo, nuvens de detritos e som estrondoso, além de conhecer os planos de emergência das escolas. Simulações regulares ajudam a reagir rapidamente em uma situação de emergência.
Durante o fenômeno, a orientação é procurar abrigo imediatamente, preferencialmente em um porão ou cômodo interno no andar mais baixo. Janelas e paredes externas devem ser evitadas. Quem estiver ao ar livre deve deitar-se de bruços em uma área baixa e proteger a cabeça e o pescoço; o uso de capacete é recomendado quando disponível, especialmente para proteger as crianças contra detritos.
Depois da passagem, é importante acompanhar as atualizações locais e as instruções de emergência, verificar se há feridos e se o ambiente oferece perigos. A Save the Children também recomenda envolver as crianças na recuperação, com pequenas tarefas, e oferecer apoio para que expressem seus sentimentos.


