O Rio Iguaçu recuou 2,5 centímetros em União da Vitória, no Sul do Paraná, mas continua acima do nível de alarme para a população, estabelecido em 5,5 metros. O rio atingiu 6,275 metros às 17h de segunda-feira (14) e estava em 6,25 metros até as 13h desta terça-feira (15).
O capitão Edimar Souza Penteado, chefe do 10º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil do Paraná, informou que o nível está estabilizado e apresenta tendência de redução lenta. A possibilidade de retorno dos moradores depende da queda do rio e da previsão de chuva. “Cinco metros é o ideal para que as pessoas possam retornar para suas residências”, afirmou.
Atendimento às famílias
A Defesa Civil do Paraná reforçou nesta terça-feira (15) a estrutura de atendimento às famílias atingidas pela cheia. As equipes atuam nos abrigos, distribuem ajuda humanitária, avaliam as áreas afetadas e oferecem suporte técnico ao município.
Antes da cheia, foram encaminhadas 600 cestas básicas e 250 colchões, que já foram entregues nos abrigos. A previsão é que outros 250 colchões, 360 kits de limpeza e 100 kits de higiene cheguem entre esta terça-feira (15) e quarta-feira (16).
A retirada dos moradores e de seus pertences foi realizada, em grande parte, antes de a água alcançar as residências. A operação reuniu a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e a prefeitura de União da Vitória. Desde quarta-feira (9), 20 caminhões foram usados para transportar móveis e objetos para locais seguros. Cerca de 200 mudanças ocorreram no sábado (12), enquanto uma parte das remoções foi feita depois do início da inundação.
Salvamento e apoio técnico
Cerca de 30 bombeiros permanecem envolvidos nas ações em áreas alagadas. O trabalho conta com viaturas e embarcações, incluindo equipamentos motorizados e moto aquática. O Instituto Água e Terra (IAT), por meio da regional de União da Vitória, disponibilizou seis embarcações e cinco veículos 4×4 para as Defesas Civis estadual e municipal.
O Estado também acompanha as áreas atingidas e apoia tecnicamente a elaboração de laudos. Os documentos devem registrar os danos e auxiliar o município no acesso a recursos estaduais e federais destinados à recuperação das áreas afetadas.
A preparação inclui ainda o atendimento a animais. O IAT e o Corpo de Bombeiros fazem o resgate técnico de cães e gatos. Já os animais silvestres são resgatados, transportados e encaminhados pelo IAT ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro.
Um abrigo temporário está sendo organizado no Galpão 1 do Terminal de Calcário, com áreas para quarentena, alojamento de cães, gatil, isolamento e atendimento veterinário.

