Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Renan Santos propõe limitar autonomia de universidades públicas

Candidato do Missão criticou a gestão do ensino superior, defendeu mudanças em Fies e ProUni e ampliou a formação técnica no ensino médio.

Renan Santos defende fim da autonomia nas universidades e critica gestão das instituições públicas
Foto: Reprodução/TV Globo

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu o fim da autonomia universitária e criticou a administração das universidades públicas brasileiras. A declaração foi feita nesta quinta-feira (10), durante um evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo.

Na avaliação do candidato, o Brasil destina ao ensino superior valores semelhantes aos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não alcança resultados proporcionais. O problema, afirmou, estaria na maneira como os recursos são administrados. “A gestão das universidades públicas brasileiras é uma porcaria”, disse.

Renan afirmou que, em um eventual governo, as instituições públicas deveriam se submeter ao que definiu como interesse da população, já que são financiadas com dinheiro público. Ele também declarou que pretende direcionar recursos para pesquisa, extensão, produção de tecnologia, saúde, biotecnologia e inteligência artificial. Israel, Singapura, China e Japão foram citados como referências para essas áreas.

Fies, ProUni e ensino técnico

O candidato também propôs restringir e reformular políticas de financiamento estudantil. Na avaliação dele, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) podem levar estudantes a instituições privadas de baixa qualidade e, no caso do financiamento, produzir endividamento.

Renan disse que apenas universidades privadas consideradas por ele “muito boas” deveriam receber recursos públicos. Também defendeu que o ensino médio tenha foco no ensino técnico. Como exemplo, mencionou a Alemanha e afirmou que metade dos estudantes deixa a escola com formação técnica.

Para o candidato, o país passou a atribuir valor excessivo aos diplomas universitários sem que isso fosse acompanhado por aumento proporcional da produtividade. Ele afirmou que mais pessoas obtiveram diplomas nos últimos anos, mas que a produtividade e os índices internacionais permaneceram estagnados diante do restante do mundo.

“A gente gastou dinheiro, mas não obteve nenhum ganho com isso”, declarou.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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