Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pheromone-maxxing leva homens da machosfera a abandonar a higiene em encontros

Tendência viral promete usar o odor natural do corpo para provocar atração, embora nenhum feromônio humano tenha sido identificado pela ciência.

Pheromone-maxxing leva homens da machosfera a abandonar a higiene em encontros
Foto: Innervisionpro/Adobe Stock

Uma tendência associada à machosfera incentiva homens a abandonar o banho, dispensar o desodorante e usar roupas levemente encardidas em encontros. A prática, chamada pheromone-maxxing, parte da expectativa de que o acúmulo do odor natural do corpo desperte uma atração biológica automática nas mulheres.

Nas versões mais extremas, adeptos relatam vestir roupas sujas de propósito. A proposta é apresentada como uma forma de maximização de feromônios e integra o universo do looksmaxxing, conjunto de práticas que promete transformar homens em versões mais atraentes de si mesmos.

O looksmaxxing se baseia na ideia de otimizar o corpo, tratado como um projeto com métricas a serem alcançadas. Nesse raciocínio, a rejeição aparece como uma falha técnica a ser corrigida. O termo circulou inicialmente em fóruns incel, chegou ao TikTok e passou a ser difundido por influenciadores da machosfera, ecossistema que também propaga o discurso redpill.

O pheromone-maxxing é descrito como a alternativa mais barata dentro dessa promessa de transformação: não requer academia, procedimento estético ou dinheiro, apenas deixar de tomar banho.

O argumento científico

Os adeptos recorrem à existência de feromônios humanos para sustentar a prática. Essas substâncias químicas, liberadas pelo corpo, provocariam respostas comportamentais automáticas em outras pessoas, como ocorre em diversas espécies animais.

Depois de 60 anos de pesquisa, porém, a ciência nunca encontrou um feromônio humano. Sem higiene, o que se acumula no corpo não são feromônios, mas bactérias.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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