Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paraná supera 10 mil transplantes desde a criação do sistema estadual

Estado registrou 1.386 transplantes entre janeiro e setembro de 2026, com atuação de quatro organizações de procura de órgãos.

Paraná supera 10 mil transplantes desde a criação do sistema estadual
Foto: Albari Rosa/AEN

O Paraná ultrapassou a marca de 10 mil transplantes realizados desde a criação do Sistema Estadual de Transplantes (SET), em 2011. O resultado é destacado durante o Setembro Verde, período de conscientização sobre a doação de órgãos.

Entre janeiro e setembro de 2026, foram realizados 1.386 transplantes de órgãos e tecidos no Estado. A estrutura responsável pelo processo inclui quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), instaladas em Curitiba, Cascavel, Maringá e Londrina, além de 26 funcionários que coordenam as etapas da doação e da destinação dos órgãos.

Mais doações e menor recusa familiar

Os registros mostram crescimento nas doações. Entre janeiro e agosto de 2011, o Paraná contabilizou 70 doações. No mesmo período de 2026, foram 293 doações efetivas — aquelas em que os órgãos foram retirados e encaminhados para transplante —, um aumento superior a 300%.

Considerando os anos completos, o número passou de 111 doações, em 2011, para 462, em 2025. Entre janeiro e setembro de 2026, a OPO de Cascavel viabilizou 80 doações efetivas, que resultaram em mais de 256 transplantes.

A taxa de recusa familiar no Paraná é de 33%, abaixo da média nacional de 45%. O índice é associado ao treinamento das equipes e ao acolhimento oferecido durante a internação do possível doador. Profissionais das OPOs e das Equipes Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (e-DOTs) esclarecem dúvidas e oferecem suporte emocional às famílias diante do diagnóstico de morte encefálica.

Rede de atendimento e logística

As OPOs atuam junto aos hospitais desde a notificação de pacientes com quadro neurológico grave e potencial evolução para morte encefálica. As equipes participam da validação do diagnóstico, acompanham a manutenção clínica necessária para preservar os órgãos e conduzem a entrevista familiar.

Quando a doação é autorizada, a organização articula-se com o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET-PR), mobiliza as equipes de captação, reserva centros cirúrgicos, identifica amostras biológicas e, quando necessário, coordena procedimentos legais com o Instituto Médico-Legal (IML).

O monitoramento das demandas e da disponibilidade de órgãos funciona 24 horas por dia. A operação conecta pacientes que aguardam transplante à estrutura hospitalar e depende da integração entre profissionais distribuídos pelas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Estado.

Além dos atendimentos, as OPOs promovem capacitações permanentes para médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais. Os treinamentos incluem comunicação de más notícias e cuidados clínicos para a manutenção hemodinâmica de um potencial doador.

Em Cascavel, ações como o “Bloco Doação de Órgãos, Fale sobre isso” procuram levar o tema à comunidade e estimular que as famílias conversem previamente sobre a doação. A iniciativa integra as estratégias de sensibilização desenvolvidas ao longo do ano.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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