Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paraná confirma 210 casos de leptospirose entre janeiro e agosto

Secretaria de Estado da Saúde registrou 1.051 notificações suspeitas e orienta cuidados após enchentes e alagamentos.

Paraná confirma 210 casos de leptospirose entre janeiro e agosto

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou 210 casos de leptospirose no Paraná entre janeiro e agosto de 2026. No período, foram notificados 1.051 casos suspeitos da doença.

A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, presente na urina de animais, sobretudo de ratos. A transmissão pode ocorrer pelo contato direto ou indireto com água e lama contaminadas. A bactéria entra no organismo por lesões na pele, pelas mucosas dos olhos, do nariz e da boca ou após a imersão prolongada em áreas alagadas.

Cuidados após alagamentos

As inundações favorecem a disseminação e a permanência da bactéria no ambiente. A lama acumulada em móveis, veículos e dentro das casas também pode oferecer risco durante a limpeza. A recomendação é evitar o contato com água de enchentes e alagamentos. Quando isso não for possível, devem ser usados equipamentos de proteção, como botas e luvas impermeáveis ou sacos plásticos nas mãos e nos pés.

A Sesa orienta que crianças não sejam expostas à água contaminada e recomenda atenção às condições do entorno. Também é necessário manter o lixo doméstico em sacos fechados, deixar a coleta para os horários adequados, limpar quintais e terrenos e retirar entulhos ou objetos que possam servir de abrigo para roedores. Alimentos devem ser guardados em recipientes fechados. A orientação inclui consumir somente água tratada e manter as caixas-d’água limpas e tampadas.

Sintomas e atendimento

Os sinais costumam aparecer entre cinco a 14 dias depois da exposição, mas podem surgir em até 30 dias. Febre alta, dor de cabeça, dor muscular — especialmente na panturrilha —, dores nas articulações, náuseas, vômitos, icterícia e diarreia estão entre os sintomas.

A Sesa recomenda procurar uma Unidade Básica de Saúde com urgência diante de um ou mais desses sinais após contato com alagamentos. O tratamento é feito com antibióticos e, nos casos graves, pode exigir internação e medicamentos intravenosos. Conforme o Ministério da Saúde, a leptospirose pode matar, com letalidade de 40% entre os casos mais graves. Após contato com água de enchente, a orientação é lavar o corpo rapidamente com água e sabão.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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