Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paraná registra 596 mil raios entre janeiro e agosto de 2026

Levantamento do Simepar aponta alta de 28% na incidência de raios nuvem-solo em relação ao mesmo período de 2025.

Paraná registra 596 mil raios entre janeiro e agosto de 2026

O Paraná registrou 596.015 raios nuvem-solo entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2026, segundo levantamento da equipe de meteorologia do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O número representa aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram detectados 466.631 raios.

A contagem considera apenas os raios que atingem o solo e exclui as descargas intranuvem. Os dados são obtidos por sensores instalados em várias regiões do estado.

Municípios com maior incidência

Guaraqueçaba liderou o ranking de incidência absoluta em 2026, com 14.202 raios. Na sequência aparecem Guarapuava, com 11.087; Guaratuba, com 10.693; Tibagi, com 8.055; e Cascavel, com 7.664. O Simepar ressalta que, nesse tipo de comparação, municípios com áreas maiores tendem a ocupar as primeiras posições.

Quando a quantidade é relacionada à área territorial, Guaratuba permanece na liderança, com 10.693 raios e densidade mensal de 8 por km². Pontal do Paraná aparece em seguida, com 1.433 raios e densidade de 7,2 por km². Guaraqueçaba teve 14.202 raios e densidade de 7,1 por km²; Matinhos, 731 raios e 6,2 por km²; e Morretes, 4.125 raios e 6,1 por km².

Um dos dias de maior atividade em 2026 foi 31 de agosto, com 37.501 raios nuvem-solo registrados pelos sensores. Em um dia típico de tempestades com incidência em todo o Paraná, a quantidade fica em torno de 5 a 15 mil raios em um período de 24 horas. Em média, apenas seis dias por ano superam 30.000 raios nuvem-solo.

Histórico e monitoramento

A incidência costuma ser maior no Litoral por causa da Serra do Mar e do ambiente úmido e abafado da baixada litorânea, condições que favorecem a formação de nuvens de tempestade.

Entre janeiro de 2000 e agosto de 2026, o recorde diário ocorreu em 23 de outubro de 2012, com 210.394 raios nuvem-solo. O ano de 2012 teve 2.773.576 raios, atrás apenas de 2015, que registrou 2.843.872. No período de 2000 a 2025, os maiores níveis foram observados entre 2012 e 2015. Estudos de longo prazo ainda não apontam, de forma contundente, aumento na frequência ou na intensidade do fenômeno. A atividade também depende de fatores externos à atmosfera, como os ciclos de atividade solar.

Os sensores do Simepar estão em Paranaguá, Castro, União da Vitória, Andirá, Pato Branco e Paranavaí. Conectados a uma central de processamento em tempo real, eles identificam perturbações eletromagnéticas causadas pelos raios. A posição, a data, o horário, a intensidade e outros parâmetros são calculados em aproximadamente 30 segundos. As informações são usadas pelos meteorologistas no acompanhamento das tempestades e apoiam decisões da Defesa Civil do Paraná e de setores como o elétrico, o de óleo e gás.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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