Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Brasil

Paraná reúne 546 fábricas de sorvete e ocupa terceiro lugar no país

Estado fica atrás de São Paulo e Minas Gerais no número de empresas ativas do setor, segundo dados do CNPJ de julho deste ano.

Paraná reúne 546 fábricas de sorvete e ocupa terceiro lugar no país

O Paraná tem 546 empresas ativas dedicadas à fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis, segundo dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) referentes a julho deste ano. O número coloca o estado na terceira posição do ranking nacional, atrás de São Paulo, com 1.000 estabelecimentos, e Minas Gerais, com 750.

Ao todo, o Brasil reunia 5.705 empresas ativas nessa atividade econômica. O Rio Grande do Sul aparecia em seguida, com 366 fábricas, e a Bahia, com 352. A posição paranaense ganha outra dimensão quando considerada a população: o estado tinha 11,95 milhões de habitantes, diante de 46,18 milhões em São Paulo e 21,46 milhões em Minas Gerais.

A quantidade também supera a do Rio Grande do Sul, cuja população era de 11,23 milhões, e ocorre apesar de o Paraná ficar atrás da Bahia, com 14,89 milhões de habitantes. Na proporção entre moradores e estabelecimentos, o estado apresenta concentração maior de fábricas de sorvete do que os demais estados mencionados.

Curitiba lidera entre as cidades paranaenses

Curitiba concentra 52 fábricas e aparece como o município paranaense com maior número de estabelecimentos do setor. A capital é seguida por Londrina, com 34, e Maringá, com 31, ambas no Norte do Paraná. Cascavel, no Oeste, registra 23, enquanto Foz do Iguaçu tem 12.

No ranking nacional por cidade, São Paulo lidera, com 157 fábricas. Depois aparecem Rio de Janeiro, com 95; Fortaleza, com 94; Belo Horizonte, com 81; Brasília, com 72; Salvador, com 59; e Manaus, com 55. Curitiba ocupa a 8ª posição, à frente de Goiânia, Vitória, Cuiabá, Teresina, Feira de Santana, Belém, Recife e Campo Grande. Londrina e Maringá também estão entre as 20 cidades brasileiras com mais fábricas.

Para Luiz Carlos Varela, fundador da Bapka Sorvetes, a presença do setor no Paraná não se limita à produção. O empresário afirma que o estado também está entre os principais consumidores e relaciona esse comportamento a uma questão cultural, não apenas ao clima.

“É uma questão mais cultural”, disse Varela, ao comentar o consumo em Curitiba. Segundo ele, a cidade registra consumo anual de 4 a 5 quilos de sorvete por pessoa, enquanto no Nordeste o índice citado é de 1,3 quilos.

Bapka completa 35 anos

A Bapka nasceu em 1991, quando Varela deixou o trabalho como gerente de transportes e passou a ajudar a esposa em uma banquinha de sorvetes. Depois de comprar a máquina usada pelo fornecedor do casal, começou a produzir os próprios sorvetes, inicialmente nos sabores flocos, morango e chocolate.

O nome da empresa homenageia a avó de Varela. De origem polonesa, a família usava “bapka”, palavra que ele associava à forma como chamava a avó Vitória.

A produção, que começou de maneira artesanal com Varela e a esposa, chega, na temporada, a cerca de 40 toneladas por dia. A marca mantém cerca de 115 lojas exclusivas e mais de 3 mil pontos de venda em Curitiba e no Litoral do Paraná. Apenas na produção, o negócio emprega mais de 250 pessoas.

Para marcar os 35 anos, a Bapka firmou uma parceria social com o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo. O pré-lançamento do picolé Sonho Azul ocorre nesta quarta-feira, 23 de setembro. O produto será vendido na rede da empresa, e parte da renda será destinada ao Pequeno Cotolengo.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.