Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nunes Marques deixa julgamento sobre Moraes e enfrenta reação de bolsonaristas

Ministro alegou possível impacto nas eleições de outubro, mas aliados de Bolsonaro questionaram sua decisão e citaram relação do filho com Daniel Vorcaro.

‘Tiro no pé de Mendonça’: bolsonaristas criticam impedimento de Nunes Marques
Foto: Rosinei Coutinho/STF

A decisão de Kassio Nunes Marques de não participar do julgamento que pode definir o futuro de Alexandre de Moraes provocou críticas entre bolsonaristas. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado à corte por Jair Bolsonaro, era considerado um possível voto favorável a André Mendonça e à investigação sobre Moraes, após revelações sobre a proximidade do ministro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Nunes Marques se declarou impedido na abertura da sessão. Ele afirmou que sua participação poderia influenciar as eleições de outubro, já que preside atualmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eu não tenho dúvida, e os debates vão influir [nas eleições], que esse julgamento pode impactar o processo eleitoral”, disse. Em seguida, declarou não se sentir confortável para participar do caso.

A justificativa foi contestada por representantes do PL. Para o líder da oposição na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, o ministro deveria ter votado. O senador Carlos Portinho afirmou que a decisão poderia levar à conclusão de que todos os ministros estariam impedidos ou sob suspeição, em diferentes circunstâncias.

A reação também partiu de integrantes do núcleo da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Um deles avaliou, sob reserva, que o afastamento teria reconhecido a existência de um componente político no julgamento. “Um tiro no pé do André Mendonça”, afirmou o interlocutor ao criticar a consequência política atribuída à decisão.

Relação mencionada por aliados

Entre os bolsonaristas, também circulou uma interpretação relacionada à proximidade entre Kevin Marques, filho de Nunes Marques, e Daniel Vorcaro. A relação incluiria um pagamento de R$ 500 mil feito pelo banqueiro por uma suposta consultoria tributária. O valor teria sido mencionado em mensagens trocadas entre Vorcaro e o ex-diretor jurídico do Master.

Na sessão desta terça-feira, 15, Nunes Marques negou qualquer irregularidade. Juridicamente, declarar-se impedido não equivale a alegar suspeição, distinção mencionada no contexto da decisão do ministro.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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