Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nova concessão da Malha Sul prevê três corredores e R$ 4,7 bilhões em investimentos

Consulta sobre o projeto foi prorrogada até 30 de setembro de 2026; eixo Paraná–Santa Catarina concentra 78% da movimentação atual.

Nova concessão da Malha Sul prevê três corredores e R$ 4,7 bilhões em investimentos
Foto: Divulgação/Comunicação ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estendeu até 30 de setembro de 2026 o período para receber contribuições ao projeto de nova concessão da Malha Sul. A proposta reorganiza a ferrovia em três corredores e inclui o eixo Paraná–Santa Catarina, com potencial para ampliar o uso dos trilhos na logística paranaense e a integração com o transporte rodoviário de cargas.

Com 1.502 quilômetros, o corredor poderá movimentar 32,6 milhões de toneladas por ano. O projeto prevê cerca de R$ 4,7 bilhões em investimentos e prioriza cargas como grãos, açúcar, celulose, contêineres e fertilizantes. Atualmente, o eixo representa cerca de 78% da movimentação da Malha Sul e mantém conexão com os portos de Paranaguá e São Francisco do Sul.

Ferrovia e transporte rodoviário

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar) avalia que uma ferrovia mais eficiente pode ampliar as operações rodoviárias de primeira e última milha. Para o presidente da entidade, Silvio Kasnodzei, a expansão dos trilhos não retira espaço dos caminhões, mas altera e amplia as possibilidades de trabalho.

“A ferrovia move grandes volumes entre pontos fixos. Ela não vai à porta do produtor rural nem à porta do cliente final”, afirma Kasnodzei. Entre as atividades associadas à integração estão o abastecimento de terminais, o deslocamento de contêineres entre indústrias e pátios ferroviários, a distribuição a partir dos pontos de desembarque e os serviços de armazenagem e transbordo.

A entidade considera que a modernização exige medidas além da infraestrutura ferroviária. A lista inclui acessos rodoviários aos terminais, pátios de transbordo, áreas para espera e estacionamento de caminhões, contornos urbanos e sistemas de agendamento. Sem esses componentes, avalia o sindicato, os ganhos obtidos nos trilhos podem ser comprometidos nas entradas dos terminais.

O Setcepar também afirma que o transporte rodoviário continuará tendo papel estrutural no Paraná por causa de sua capilaridade e flexibilidade. A produção se distribui por centenas de municípios, enquanto cargas fracionadas, produtos perecíveis, urgências e cargas especiais exigem atendimento a diferentes origens e destinos.

Para a entidade, o objetivo é conectar melhor os modais, e não substituir um pelo outro. Terminais bem localizados, acessos adequados, menos burocracia e maior previsibilidade operacional são apontados como condições para reduzir os custos logísticos do Paraná.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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