Curitiba é a capital brasileira com a maior proporção de fumantes, segundo dados da pesquisa Vigitel de 2025, realizada pelo Ministério da Saúde. Quase um em cada cinco moradores da cidade fuma, considerando tanto o cigarro tradicional quanto os dispositivos eletrônicos. O tema ganha atenção no Dia Mundial do Pulmão, lembrado em 25 de setembro.
Entre as doenças pulmonares mais frequentes no Brasil estão a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), associada principalmente ao tabagismo. O tromboembolismo pulmonar também aparece nos consultórios e pode estar relacionado ao sedentarismo, a problemas de circulação e a doenças cardíacas.
Sintomas que exigem investigação
A pneumologista Maria Teresa Raymundo Dias, da Hapvida, recomenda avaliação médica para quadros respiratórios que não desaparecem. “Quadros de tosse, falta de ar e cansaço aos esforços que evoluem por mais de 15 dias merecem avaliação médica”, orienta.
Mudanças em atividades cotidianas, como caminhar mais rápido, subir escadas ou realizar tarefas domésticas, também devem ser observadas quando passam a exigir pausas frequentes. A investigação ganha importância quando existe histórico de tabagismo ativo ou passivo.
Além do cigarro, cigarros eletrônicos, sedentarismo, poeira, mofo, pelos de animais e a exposição profissional a produtos químicos, metais ou outras partículas podem comprometer os pulmões. A fumaça inalada por quem convive com fumantes também oferece risco. Por isso, a recomendação é não permitir o uso de cigarros dentro de casa, mesmo com portas e janelas abertas, e informar ao médico os hábitos de fumo existentes no ambiente familiar.
Cuidados e interrupção do tabagismo
Parar de fumar pode melhorar a capacidade pulmonar, mas a recuperação varia conforme o período de exposição, a extensão dos danos, a idade e a presença de outras doenças. O acompanhamento médico permite monitorar a evolução e definir o tratamento. Quando indicada, a prova de função pulmonar ajuda a acompanhar ganhos ou perdas da capacidade respiratória.
Entre as medidas recomendadas estão não fumar nem usar cigarros eletrônicos, evitar ambientes fechados com fumaça, praticar de 30 a 45 minutos de atividade física diariamente, manter hidratação e alimentação equilibradas, ventilar os cômodos e controlar poeira e mofo. Equipamentos de proteção devem ser usados em atividades com exposição a produtos químicos ou partículas.
“Uma caminhada diária já contribui para a saúde pulmonar”, afirma Maria Teresa. A orientação é procurar atendimento diante de tosse, falta de ar ou cansaço persistentes.
Variações do tempo em Curitiba
As variações de temperatura e a umidade de Curitiba podem agravar problemas respiratórios, especialmente em pessoas com asma. Frio intenso, calor excessivo, tempo muito seco e umidade elevada podem desencadear sintomas. A umidade também favorece o mofo nas residências, fator associado à piora de crises asmáticas e quadros alérgicos.
Para reduzir a exposição, é recomendado manter os ambientes ventilados, abrir portas e janelas sempre que possível, limpar móveis e armários com frequência e utilizar produtos antimofo quando necessário.


