Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Minas suspende contrato de R$ 237,6 milhões com entidade ligada a investigado

Governador Mateus Simões determinou a interrupção do acordo com a Renapsi após questionamentos sobre um de seus fundadores.

Entenda o contrato suspenso pelo governo de Minas com empresa ligada ao PCC

O governo de Minas Gerais suspendeu o contrato de R$ 237,6 milhões firmado com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), entidade que tem entre seus fundadores Adair Meira, investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O acordo previa a execução do programa Evolução Jovem durante dois anos.

A decisão foi determinada pelo governador Mateus Simões (PSD) depois que o caso veio a público e provocou uma denúncia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Simões também ordenou a interrupção de qualquer pagamento à organização e encaminhou à Controladoria-Geral do Estado (CGE) a análise sobre eventuais irregularidades.

“Qualquer denúncia é para a gente motivo para interromper a prestação de serviço”, afirmou o governador em vídeo divulgado à imprensa. Ele disse ainda que o contrato não havia começado a operar e que a CGE verificaria a situação.

Investigação sobre fundador

Adair Meira foi preso em São Paulo sob suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma fintech ligada ao PCC. De acordo com a Polícia Civil, ele seria o “real dono” da Renapsi, utilizada para o pagamento de boletos da 4TBank, fintech criada por um integrante da organização criminosa.

As investigações apontam que parte dos valores era transferida para outras empresas de Meira, enquanto outra parcela era entregue em espécie ao empresário. Os recursos chegaram a ser transportados em um helicóptero.

A Renapsi declarou que não é alvo da investigação e que Meira não ocupa cargo de gestão nem mantém vínculo administrativo com a entidade. A defesa do empresário afirmou que a prisão ocorreu em uma investigação ainda em andamento e que as acusações serão esclarecidas no processo. Também negou que ele faça parte dos quadros diretivos, administrativos ou operacionais da organização.

Contratação e apurações

O contrato foi assinado em março, durante a gestão de Romeu Zema (Novo), por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social. A iniciativa tinha como objetivo inserir 10.000 estudantes da rede estadual no mercado de trabalho.

Antes da suspensão, o governo havia informado que a contratação havia seguido os trâmites legais e que não existia impedimento para a continuidade da parceria. Após a divulgação do caso, o deputado estadual Professor Cleiton (PV) solicitou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) a investigação do contrato.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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