Passar horas diante de cadernos, apostilas e livros não garante que crianças e adolescentes estejam aprendendo. Para a pedagoga Carolina Paschoal, diretora da Escola Pedro Apóstolo, o desenvolvimento de um método de estudos é essencial para que o estudante compreenda suas tarefas, estabeleça prioridades, reconheça dificuldades e assuma responsabilidades de forma gradual.
A autonomia, segundo Carolina, não surge apenas com o crescimento. Ela precisa ser construída conforme a idade e o desenvolvimento de cada aluno. Cabe aos adultos orientar e acompanhar o processo, mas também permitir que a criança realize sozinha aquilo que já consegue fazer.
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, o acompanhamento familiar continua importante. Nessa etapa, os conteúdos ficam mais desafiadores, o número de disciplinas e professores aumenta e a rotina passa a exigir mais organização, planejamento e responsabilidade. Crianças menores podem precisar de orientação mais próxima para criar hábitos. À medida que ganham segurança, os estudantes podem assumir tarefas como organizar materiais, acompanhar prazos e conduzir a própria rotina.
Um método para estudar melhor
Organizar os estudos envolve compreender o que deve ser feito, definir prioridades, escolher um ambiente adequado, administrar distrações e identificar as estratégias que favorecem a compreensão. Distribuir tarefas ao longo da semana, revisar conteúdos, fazer pausas e evitar a concentração de trabalhos na véspera das avaliações são hábitos que podem contribuir para esse processo.
O celular merece atenção por causa de notificações e mensagens que interrompem a concentração. Combinados sobre o uso do aparelho e um ambiente com poucas interrupções podem ajudar. A tecnologia, porém, também pode ser usada como ferramenta de pesquisa e aprendizagem.
Estudar não significa apenas permanecer diante do material escolar ou reler várias vezes o mesmo conteúdo. Explicar o assunto com as próprias palavras, resolver exercícios, formular perguntas e identificar dúvidas ajudam o aluno a verificar o que realmente compreendeu.
A tarefa de casa também integra o processo de aprendizagem. Ao realizar exercícios com mais autonomia, o estudante consegue perceber o que assimilou e quais pontos ainda geram dificuldade. Essas informações podem orientar o professor na retomada de conceitos e no esclarecimento de dúvidas. “A tarefa de casa não deve ser compreendida apenas como uma atividade a ser cumprida”, afirma Carolina.
Perguntas para orientar a rotina
A pedagoga sugere que as famílias incorporem à rotina cinco perguntas: o que precisa ser feito hoje; o que é mais difícil; quando ocorrerá a prova ou a entrega; se o conteúdo foi realmente compreendido; e o que ainda precisa ser perguntado ou revisado.
As perguntas ajudam a estabelecer prioridades, planejar prazos, reconhecer dificuldades e buscar apoio. Para Carolina, um método de estudos contribui não apenas para o desempenho escolar, mas também para que crianças e adolescentes organizem o próprio tempo, lidem com responsabilidades e reconheçam maneiras de aprender.
A Escola Pedro Apóstolo está localizada no bairro Capão Raso, em Curitiba, e atende alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II. A instituição oferece turno integral bilíngue e meio período e afirma trabalhar com valores como respeito, igualdade, humildade e liberdade de expressão.


