CURITIBA — Começou nesta quarta-feira (9) o julgamento de Ronaldo Massuia Silva, ex-policial federal acusado de matar o fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos, em um ataque a uma loja de conveniências de um posto de gasolina no bairro Cristo Rei. O caso é analisado pelo Tribunal do Júri.
O crime ocorreu em 1° de maio de 2022. Além da morte de Fritoli, outras pessoas ficaram feridas. Massuia está preso desde o dia do ataque e responde por homicídio triplamente qualificado e por sete tentativas de homicídio triplamente qualificado.
As qualificadoras consideradas no processo são motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Conforme a acusação, a previsão é que a sessão se estenda até sexta-feira (11), quando deve ser anunciado o veredito.
Acusação e defesa
O advogado Eduardo Perine, que atua na defesa dos interesses da família de André ao lado de Elias Mattar Assad, afirmou que os familiares esperam a condenação. A expectativa, segundo ele, é que o conselho de sentença reconheça a materialidade e a autoria dos crimes e condene o acusado nos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Paraná.
Em nota, a defesa técnica de Massuia declarou que o julgamento poderá apresentar elementos do processo que estavam, até então, “contidos nos limites reservados da instrução criminal”. Para os advogados, o veredito será justo.


