Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Atuação de Eduardo nos EUA preocupa campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados temem que pedidos de sanções contra Alexandre de Moraes reaproximem a candidatura de Flávio do governo Trump.

Eduardo articula contra o Brasil nos EUA e pode prejudicar Flávio Bolsonaro, reconhecem aliados

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) avalia que a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos pode reabrir desgastes que haviam perdido espaço na disputa presidencial. O receio é que os pedidos do ex-deputado por novas sanções contra autoridades brasileiras voltem a associar diretamente o candidato ao governo de Donald Trump, a duas semanas do primeiro turno.

Interlocutores do núcleo estratégico consideram que Flávio chega aos últimos 14 dias de campanha em situação mais favorável do que no início da corrida. Na avaliação deles, a ligação com Trump deixou de concentrar as críticas dos adversários. Também é apontada como avanço a estratégia de aproximar politicamente o presidente Lula (PT) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Divergência entre os irmãos

A diferença entre as posições dos dois irmãos ficou evidente no mesmo dia. Durante uma agenda em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio rejeitou a ideia de que o governo norte-americano esteja ajudando sua candidatura. “Quem resolve a eleição é a gente aqui”, afirmou aos jornalistas.

Eduardo, por sua vez, manteve nos Estados Unidos a defesa de medidas contra Moraes. Ele disse solicitar sanções em diferentes compromissos no país e sustentou que decisões de Washington não devem seguir o calendário eleitoral brasileiro. “Em qualquer lugar que eu vou, peço sanção a Moraes”, declarou.

A preocupação dos estrategistas não está centrada nos ataques a Moraes. Flávio também elevou o tom contra o ministro e incorporou a crise institucional envolvendo o STF à sua estratégia de confronto com Lula. O problema, segundo os aliados, é que as articulações de Eduardo podem recolocar a candidatura sob a imagem de alinhamento integral às iniciativas de Trump.

Tarifas e segurança pública

O temor está ligado ao desgaste provocado por uma ofensiva comercial anterior contra produtos brasileiros. Na ocasião, Trump relacionou medidas de retaliação econômica à situação de Jair Bolsonaro (PL) e a decisões do Judiciário brasileiro, enquanto Eduardo defendia sanções nos Estados Unidos. A associação permitiu que adversários atribuíssem à família Bolsonaro prejuízos econômicos e efeitos das tarifas sobre a economia nacional.

Eduardo afirma que sua atuação em Washington também busca impedir novas retaliações contra exportadores brasileiros. “A gente sempre pede para que não aumente tarifas”, argumentou, ao atribuir a origem das medidas a problemas que, segundo ele, Lula não enfrentou.

A campanha, contudo, não considera negativas todas as ações de Trump. Auxiliares de Flávio avaliam como favorável a cobrança feita pelo governo dos EUA ao Palácio do Planalto sobre o combate ao crime organizado. Em documento enviado ao Congresso norte-americano, Trump afirmou que o governo brasileiro falhou ao enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como entidades terroristas, e cobrou “medidas enérgicas”.

A orientação é explorar essa crítica nos discursos sobre segurança pública, sem que Flávio assuma diretamente a autoria ou a responsabilidade pelas medidas do governo norte-americano. Com isso, o candidato tenta preservar distância das ações estrangeiras e, ao mesmo tempo, usar a cobrança contra o governo Lula em sua campanha.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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