Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Doria diz que encontro de Trump com Flávio não beneficia nenhum dos lados

Ex-governador afirma que reunião na Casa Branca em ano eleitoral foi inadequada e que tarifas prejudicam tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro.

Doria critica reunião de Trump com Flávio Bolsonaro, e diz que não há vencedor em tarifaço

O ex-governador de São Paulo João Doria criticou a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto. Para Doria, o encontro, realizado em 26 de maio na Casa Branca, em Washington, foi uma iniciativa sem precedente recente e inadequada antes da oficialização das candidaturas.

“Não se tem na história recente a imagem de um presidente em exercício dos Estados Unidos que tenha recebido um pré-candidato numa eleição presidencial”, afirmou Doria nesta terça (9).

Durante a reunião, Flávio Bolsonaro pediu formalmente que o PCC e o Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas nos Estados Unidos. A medida foi confirmada posteriormente por Trump. Os dois também trataram de segurança pública, tarifas comerciais, minerais críticos e do cenário político brasileiro.

Críticas ao encontro e às tarifas

Doria disse que a recepção de Flávio por Trump, em pleno ano eleitoral, não foi bem interpretada. Na avaliação do ex-governador, o presidente americano deveria receber os demais candidatos brasileiros. “Não faz o menor sentido”, declarou.

As declarações foram dadas depois que Doria recebeu o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, em um seminário promovido pelo Lide sobre as relações bilaterais. Durante o evento, o diplomata não comentou o tarifaço de Trump contra produtos brasileiros.

Questionado se as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos poderiam prejudicar a campanha de Flávio e favorecer Lula, Doria rejeitou a ideia de que barreiras comerciais produzam um vencedor. Segundo ele, as medidas atingem o setor produtivo brasileiro e geram um sentimento de prejuízo econômico entre exportadores.

Para o ex-governador, tanto o Brasil quanto os dois principais envolvidos no debate político saem perdendo. Lula, por comandar o país, seria afetado pelas perdas econômicas; Flávio Bolsonaro também sofreria os efeitos políticos e econômicos das tarifas. Doria concluiu que não conhece resultado positivo decorrente desse cenário.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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