Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Delação à PGR detalha transferências ligadas ao filme Dark Horse

Antonio Carlos Freixo Júnior relatou remessas atribuídas a Daniel Vorcaro, incluindo pagamentos ao fundo Havengate, nos Estados Unidos.

Delação de operador de Vorcaro à PGR detalha repasses a fundo ligado a aliado de Eduardo Bolsonaro

O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, relatou à Procuradoria-Geral da República pagamentos feitos a pedido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre as operações descritas estão transferências para o Havengate, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, que é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, apontado como próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Freixo Júnior, proprietário da Entre Investimentos e Participações, firmou acordo de colaboração premiada com a PGR. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master, mas ainda depende de homologação. Não há prazo definido para a decisão.

O empresário teria informado aos investigadores sobre remessas da Entre Investimentos ao exterior e entregas de dinheiro vivo realizadas a pedido de Vorcaro. Ele, no entanto, teria declarado que não sabia que os valores destinados ao Havengate seriam usados na produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As informações podem contribuir para rastrear a movimentação financeira do fundo nos Estados Unidos e embasar eventuais pedidos de cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas. A Polícia Federal e a PGR investigam se todos os recursos enviados por Vorcaro foram empregados na produção ou se parte deles teria financiado despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior.

Uma investigação anterior apontou que a Entre Investimentos teria feito pelo menos sete pagamentos ao Havengate. Entre eles está uma transferência realizada em 16 de setembro de 2025, meses depois do período em que Flávio Bolsonaro afirmou que os repasses destinados ao filme haviam terminado.

As suspeitas sobre o financiamento aumentaram após a divulgação de mensagens entre Vorcaro e pessoas próximas. Nelas, o banqueiro teria orientado o cunhado, Fabiano Zettel, apontado pelos investigadores como seu operador financeiro, a usar a Entre Investimentos para pagamentos em dólar. Depois, Zettel perguntou se poderia “pedir pro Minas”, em referência a Freixo Júnior. Na sequência, teria sido enviado um comprovante de transferência de US$ 2 milhões para um fundo ligado à produção.

Em 2025, o Banco Master também realizou pagamento de R$ 2,329 milhões à Entre Investimentos. O valor consta nas declarações de Imposto de Renda do banco compartilhadas com a CPI do Crime Organizado.

Uma perícia privada encomendada pela Go Up Entertainment, produtora do filme, indicou que 72% das despesas ocorreram nos Estados Unidos, embora as filmagens tenham sido realizadas no Brasil.

Freixo Júnior não está preso e não usa tornozeleira eletrônica. A defesa do empresário não foi encontrada para comentar o caso.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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