Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Defesa de Flávio Bolsonaro pediu mudança de ministro em apuração sobre “Dark Horse”

Advogados fizeram quatro solicitações para levar a André Mendonça a investigação sobre emendas destinadas a entidades ligadas ao filme.

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes redirecionar de Dino para Mendonça investigação sobre 'Dark Horse'
Foto: Luiz Silveira/STF

A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) apresentou quatro pedidos para transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

As duas primeiras solicitações foram encaminhadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. As outras foram destinadas a Flávio Dino. Em um dos pedidos, os advogados sustentaram que Mendonça, responsável por outras investigações relacionadas ao filme, também deveria conduzir a apuração sobre o possível uso de recursos públicos na produção.

A defesa afirmou que o encaminhamento de petições no âmbito da ADPF nº 854 teria criado uma prevenção artificial para Flávio Dino. “Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso”, disseram os advogados.

O que está sob investigação

As apurações envolvem repasses de R$ 62,8 milhões realizados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também estão sob análise a possível utilização de parte desse valor para financiar a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a indicação de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produtora do filme.

Mario Frias e Karina Gama, dona da Go Up, produtora da cinebiografia, foram alvos da ação autorizada por Flávio Dino. A Polícia Federal informou que a operação examinou um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A PF afirmou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação considera suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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