Donald Trump afirmou nesta terça-feira, 22, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que considera duas possibilidades para o futuro do Irã: um acordo que permita a reconstrução do país ou a destruição da República Islâmica. A declaração foi feita diante de líderes mundiais, algo que, segundo o próprio presidente dos Estados Unidos, ainda não havia ocorrido nas ameaças anteriores.
Trump disse acreditar que um entendimento poderá ser alcançado depois da eleição. Na avaliação dele, o governo iraniano estaria aguardando o resultado das eleições de meio de mandato. O presidente americano acrescentou que não é candidato e declarou já ter vencido uma eleição.
“Mas tenho uma grande decisão a tomar”, afirmou Trump, antes de apresentar as duas alternativas. Em seguida, questionou se deveria permitir que o Irã se reconstruísse e se tornasse um dos maiores países do Oriente Médio ou até do mundo, ou se deveria aniquilar a República Islâmica rapidamente, sem dar ao país a possibilidade de voltar a matar e destruir pessoas e países.
O presidente também reiterou que não aceitará que o Irã tenha armas nucleares. Ao mencionar o histórico do regime iraniano, afirmou que, por 51 anos, o país teria governado por meio de derramamento de sangue e assassinatos em massa, além de espalhar morte, carnificina e caos pelo Oriente Médio e por outras regiões.
Trump relatou que, ao assumir o cargo no ano passado, iniciou negociações com o Irã e ofereceu cooperação econômica plena em troca do encerramento do programa nuclear iraniano e do apoio ao terrorismo. Segundo ele, a proposta foi recusada categoricamente, o que classificou como um grande erro.
O presidente americano ainda descreveu como uma ameaça a possibilidade de um regime com capacidade de realizar ataques terroristas em larga escala protegido por um escudo nuclear. Ele afirmou que muitos presidentes conheciam o problema, mas preferiram não agir a respeito.


