INDAIATUBA — A Toyota encerrou em 30 de junho de 2026 a produção na fábrica de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Inaugurada em 1998, a unidade fabricou mais de 1,4 milhão de veículos ao longo de 28 anos e reuniu cerca de 1.500 trabalhadores.
O fechamento não representa a saída da montadora do Brasil. A empresa reorganiza sua estrutura industrial e transfere a fabricação do Corolla Sedan para o complexo de Sorocaba, também em São Paulo. Uma nova estrutura no polo estava prevista para começar a operar no início de novembro de 2026.
Uma trajetória ligada ao Corolla
A fábrica de Indaiatuba marcou o início da produção nacional do Toyota Corolla. O sedã começou a ser fabricado no local em 1998 e, durante os anos seguintes, a unidade acompanhou diferentes gerações do modelo. A produção também passou a atender mercados de exportação na América Latina.
A marca de 1 milhão de Corollas produzidos foi alcançada em 2017. A planta participou ainda da fabricação da geração híbrida flex lançada no Brasil em 2019.
Concentração da produção
A transferência foi anunciada pela Toyota em 2024 e ocorre de forma gradual. A estratégia reúne montagem de automóveis, fornecedores e processos em um mesmo polo industrial. Sorocaba já abriga um complexo da montadora e passa a concentrar a produção do Corolla, enquanto Porto Feliz continua ligada à fabricação de motores e componentes.
O movimento integra um plano de investimentos anunciado pela Toyota em 2024. A previsão é aplicar R$ 11 bilhões até 2030 para ampliar a capacidade produtiva, introduzir novos modelos híbridos flex e expandir as operações em Sorocaba.
Destino dos trabalhadores
A unidade de Indaiatuba tinha aproximadamente 1.500 trabalhadores, mas o encerramento não significou a demissão automática de toda a equipe. A transição foi negociada e incluiu alternativas como a transferência para Sorocaba e programas voluntários de desligamento.
As condições variaram conforme a escolha de cada profissional e os termos do acordo. Com a mudança, a Toyota mantém operações industriais em Sorocaba e Porto Feliz, além de atividades comerciais, logísticas e administrativas no Brasil.
O encerramento, portanto, marca o fim da produção em uma fábrica inaugurada em 1998, enquanto a montadora amplia outro polo paulista para receber o Corolla e novas estruturas industriais.


