Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Røros mantém casas de madeira e memória de uma mineração iniciada em 1644

Cidade norueguesa preserva cerca de 2.000 construções ligadas à exploração de cobre que atravessou mais de três séculos.

Røros mantém casas de madeira e memória de uma mineração iniciada em 1644

A reconstrução de Røros depois de 1679 ajuda a explicar a paisagem que permanece no centro histórico da cidade norueguesa. Destruída por tropas suecas, a localidade foi refeita praticamente do zero, mantendo um traçado urbano que ainda pode ser reconhecido mais de três séculos depois.

As casas de madeira foram erguidas lado a lado, em uma organização semelhante à de uma vila compacta. A estrutura se desenvolveu em torno da fundição instalada originalmente em 1646 e acabou preservando a relação entre moradia, trabalho e exploração mineral que marcou a formação de Røros.

Uma cidade moldada pelo cobre

A história começou em 1644, quando minério de cobre foi encontrado nas montanhas da região. A descoberta deu início a uma atividade que se estendeu até 1977, quando a empresa de cobre local faliu definitivamente. Ao longo desse período, as minas produziram aproximadamente 100 mil toneladas de cobre.

A operação empregou trabalhadores alemães, dinamarqueses, suecos e noruegueses. Os métodos usados no começo da exploração tinham origem alemã e foram introduzidos por especialistas contratados para iniciar a retirada do cobre. A presença de grupos de diferentes nacionalidades contribuiu para a formação da cultura local em uma região remota e submetida a condições climáticas severas.

A continuidade da mineração por mais de três séculos transformou a paisagem física e a identidade cultural da área ao redor da cidade. Também permitiu a consolidação de uma infraestrutura urbana ligada à atividade econômica e às famílias que viveram dela ao longo das gerações.

Patrimônio preservado

A Unesco incluiu Røros na Lista do Patrimônio Mundial em 1980. O reconhecimento levou em conta a preservação autêntica de cerca de 2.000 casas de madeira, com um ou dois andares e fachadas escurecidas.

Esse conjunto mantém visível a forma assumida pela cidade depois da reconstrução e conserva a presença da mineração em sua arquitetura. As construções, organizadas ao redor da antiga fundição, registram como uma comunidade se estabeleceu em uma região isolada do interior da Noruega e atravessou um longo período de atividade mineradora.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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