Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Redata pode ampliar dependência brasileira de empresas chinesas de IA

A expansão de data centers com incentivos fiscais é apresentada como risco à soberania digital e à autonomia tecnológica do Brasil.

Redata pode ampliar dependência brasileira de empresas chinesas de IA

A expansão da infraestrutura brasileira de data centers, apoiada por incentivos fiscais do programa Redata, pode acabar fortalecendo empresas chinesas e ampliando a dependência tecnológica do país. Essa é a avaliação de Márcio Coimbra diante da aproximação do Brasil com a proposta de Xi Jinping para criar uma zona de inteligência artificial em código aberto no âmbito do Brics.

A disputa pela inteligência artificial ultrapassa a busca por produtividade, segundo a análise. O controle das infraestruturas críticas e dos dados nacionais é apresentado como o centro de uma competição geopolítica que definirá o século 21.

Incentivo público e expansão estrangeira

O governo brasileiro sancionou o Redata com a promessa de impulsionar a infraestrutura de data centers no país, oferecendo bilhões em incentivos fiscais. Ao mesmo tempo, a cooperação com a China é descrita como uma possível ameaça à soberania digital que o programa pretende ajudar a construir.

A avaliação é que gigantes tecnológicas chinesas, subsidiadas pelo Partido Comunista Chinês, podem enxergar o mercado brasileiro como destino para sua sobrecapacidade industrial e instrumento de expansão geopolítica. Nesse cenário, o benefício fiscal do Redata correria o risco de se transformar em financiamento público para a hegemonia de empresas como a Alibaba Cloud.

A análise questiona, portanto, a ideia de que a China seja uma aliada confiável no desenvolvimento da inteligência artificial brasileira. A aproximação, sob o argumento de cooperação pragmática e tecnologia acessível, poderia comprometer a independência tecnológica que o Brasil busca alcançar.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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