Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Investigação no Pentágono mira vazamento de dados sobre estoques de mísseis

Testes de polígrafo foram realizados em agosto com militares e civis após informações classificadas chegarem à imprensa.

Investigação no Pentágono mira vazamento de dados sobre estoques de mísseis
Foto: REUTERS/Nathan Howard

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos não comentou a investigação interna que levou integrantes do Estado-Maior Conjunto a realizar testes de polígrafo. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que a pasta não se manifesta sobre questões relacionadas a funcionários ou apurações em andamento.

A investigação tenta identificar quem repassou a jornalistas informações classificadas sobre a situação dos estoques de munições do país. Militares e funcionários civis foram questionados sobre a divulgação desses dados e sobre o possível fornecimento de informações sigilosas à imprensa.

Os exames ocorreram em agosto, depois que uma série de reportagens revelou uma redução nos estoques de armamentos durante a guerra contra o Irã. Entre os sistemas afetados estão mísseis de longo alcance e interceptadores de defesa. A realização dos testes é considerada uma medida incomum dentro do Pentágono.

O Estado-Maior Conjunto reúne entre 1.500 e 2 mil militares e funcionários civis. Cerca de 50 integrantes foram submetidos ao procedimento durante a apuração.

Estoques reduzidos

Informações divulgadas em agosto e dados de um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais indicaram que os Estados Unidos usaram uma parcela significativa dos mísseis empregados em operações de ataque e defesa. A redução provocou preocupações sobre a capacidade de resposta do país em possíveis conflitos futuros.

Entre os armamentos citados estão os Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS) e os Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), armas superfície-superfície do Exército. Os Estados Unidos também utilizaram grande parte dos estoques de mísseis Patriot e THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), destinados à interceptação de ataques.

As Forças Armadas ainda teriam empregado um terço do estoque de mísseis Tomahawk, um dos principais armamentos de ataque dos Estados Unidos. O país também teria usado "praticamente todo" o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã.

A situação irritou o presidente Donald Trump, que cobrou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, pelos números. Fontes afirmaram que Trump teria se sentido enganado ao tomar conhecimento da situação real dos estoques.

Paulo Roberto da Silva Gomes Filho, mestre em Ciências Militares, afirmou que a redução pode representar um problema principalmente em relação aos mísseis interceptadores. Para ele, a carência desses armamentos representa uma vulnerabilidade diante de países que possuem mísseis balísticos, como China, Rússia, Coreia do Norte ou Irã.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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