Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Sandra Bullock e Nicole Kidman retomam irmãs de ‘Da Magia à Sedução’

Atrizes dizem que a sequência só aconteceu após a mudança na recepção do filme de 1998 e defendem uma possível continuação.

Sandra Bullock e Nicole Kidman retomam irmãs de ‘Da Magia à Sedução’
Foto: Sela Shiloni/Sela Shiloni/NYT

Sandra Bullock e Nicole Kidman afirmam que foram responsáveis por levar adiante a sequência de Da Magia à Sedução, quase três décadas depois do lançamento do filme original. Da Magia à Sedução 2 chega aos cinemas em 11 de setembro, com as duas novamente nos papéis das irmãs da família Owens.

A produção é dirigida por Susanne Bier e acompanha Kylie e Antonia, filhas de Sally, interpretadas por Joey King e Maisie Williams. A história parte de um acidente trágico sofrido pelo namorado de Kylie e envolve uma tentativa de romper de vez a maldição que atravessa a família. Stockard Channing e Dianne Wiest também retornam como as tias-avós das protagonistas.

De filme rejeitado a história de gerações

Lançado em 1998, o primeiro filme misturava romance, comédia, horror e fantasia em torno de uma família de mulheres atingida por uma maldição hereditária. A recepção inicial foi negativa, mas a obra encontrou, ao longo das décadas, um público que a transformou em referência compartilhada entre mães, filhas, irmãs e avós.

Bullock, hoje com 62 anos, disse que não imaginava voltar à história. A atriz afirmou que o filme havia sido duramente recebido e que, por muito tempo, não via motivo para repetir a experiência. A mudança na relação do público com a obra, segundo ela, alterou também a conversa sobre uma possível continuação.

“Então o mundo mudou, e a conversa mudou”, disse Bullock.

Joey King contou que assistiu ao filme pela primeira vez aos 10 anos, em um DVD exibido na minivan da mãe. O longa já tinha 11 anos de lançamento, mas continuava presente na família e era lembrado por sua mãe, sua irmã mais velha e sua avó. Para King, essa permanência demonstra como a obra ganhou novas vidas depois de chegar aos cinemas.

Maisie Williams disse que viu o filme na infância e que sua estética reaparecia em painéis de moda e em seus próprios painéis de referências visuais. Nicole Kidman, de 59 anos, também relacionou sua formação imaginativa à cultura pop ligada à magia. Ela contou que cresceu assistindo a A Feiticeira e que, quando tinha 5 anos, chegou a imaginar que poderia desenvolver poderes mágicos.

Uma sequência com outra liberdade

Para Bullock, o novo filme precisava respeitar o anterior sem depender dele. A sequência deveria funcionar também para quem nunca tivesse assistido à produção de 1998. A atriz afirmou que o novo roteiro pôde abordar aspectos mais sombrios, inclusive a violência presente em relações abusivas, sem a mesma preocupação de suavizar esses elementos.

Segundo Bullock, o primeiro filme passou por uma exibição de teste considerada desastrosa porque seu tom havia ficado sombrio demais. Na sequência, a equipe teria encontrado mais liberdade para aprofundar o horror e contrastá-lo com momentos de encantamento.

A atriz também rejeitou a ideia de reduzir a produção ao rótulo de “chick flick”. Para ela, a história trata do matriarcado, entendido tanto como vínculo familiar quanto como laço construído pelo afeto. Williams, por sua vez, disse que passou a ver a palavra “bruxa” de forma positiva, associando-a a mulheres poderosas que, em diferentes momentos da história, foram consideradas ameaças ao patriarcado.

Bullock afirmou que foi criada por mulheres fortes, mas que muitas precisavam esconder essa força. Ela disse esperar que cada geração tenha mais poder para romper antigas restrições. Williams declarou sentir orgulho da ideia de ser uma espécie de “bruxinha” e do poder relacionado à solidariedade entre mulheres.

A casa, as irmãs e um possível terceiro filme

As atrizes também falaram sobre a ligação entre a família Owens e a casa onde parte da história se desenvolve. A fachada foi construída na Ilha de San Juan, em Washington, para o primeiro filme, e nos estúdios da Warner Bros. na Inglaterra para a sequência. Bullock disse que a casa foi reconstruída para o novo longa e afirmou que o mesmo poderia ocorrer em uma terceira produção.

A possibilidade de um terceiro filme foi recebida por Bullock como algo viável. Kidman afirmou que sua maior frustração foi não conseguir incluir mais tramas e ramificações na sequência. Para ela, ainda há material narrativo a explorar — e a casa continua existindo como centro simbólico daquela família.

Kidman relacionou esse espaço à ideia de retorno, de uma família que pode voltar à sua base mesmo quando a vida conduz seus integrantes para direções diferentes. Ela contou que imagina morar com sua irmã em uma casa cercada por filhos, conselhos, comida e memórias.

A amizade entre Bullock e Kidman também permanece no centro do projeto. As duas disseram ter se conectado durante o primeiro filme, produzido por Denise Di Novi e dirigido por Griffin Dunne. Bullock afirmou que a participação de Dunne foi decisiva para estabelecer o tom da obra original, mas defendeu que uma mulher assumisse a direção da continuação.

“Não poderíamos ter feito o segundo se Griffin não tivesse feito o primeiro e dado o tom”, disse Bullock.

A nova produção, portanto, retoma personagens conhecidos enquanto reorganiza a história em torno de outras gerações da família Owens. Para as atrizes, o retorno só se tornou possível porque o público passou a enxergar no filme uma permanência que não estava prevista quando ele foi lançado.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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