Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Apagões prolongados ampliam pressão sobre Cuba em meio às sanções dos EUA

Chanceler Bruno Rodríguez afirma que Havana não negocia com Washington e calcula prejuízos de US$ 8,1 bilhões em 2025.

Apagões prolongados ampliam pressão sobre Cuba em meio às sanções dos EUA

A redução no fornecimento de combustíveis agravou a geração de eletricidade em Cuba, onde apagões passaram a durar dias seguidos. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que o impacto das restrições deve aumentar nos primeiros meses de 2026 e relacionou a situação às medidas impostas pelos Estados Unidos.

Rodríguez descreveu os efeitos sobre a população durante uma coletiva na capital cubana. “Significa longos meses vivendo com apenas 2 ou 3 horas de eletricidade por dia ou menos, comida estragando, calor que torna impossível dormir, crianças fazendo o dever de casa quase no escuro”, disse.

O ministro também informou que as perdas para a economia cubana chegaram a US$ 8,1 bilhões em 2025, alta de 7% em relação ao ano anterior. Ele classificou o embargo comercial americano, em vigor desde a revolução de 1959, como um bloqueio de caráter genocida.

Sem agenda de negociação

Segundo o chanceler, Cuba não mantém conversas com os Estados Unidos e não há previsão para a retomada dos contatos. Rodríguez afirmou que Havana continua disposta a manter algum tipo de comunicação, embora não tenha havido avanços.

O governo de Donald Trump é apontado pelo ministro como responsável pelo corte no fornecimento de combustíveis que afetou a produção de energia. O Departamento de Estado americano não havia se pronunciado sobre as declarações.

Washington considera a administração cubana uma ameaça à segurança nacional e defende o endurecimento das sanções como instrumento para pressionar mudanças no regime. O governo americano acusa Havana de restringir direitos econômicos e civis da população.

Saúde e abastecimento

A Organização das Nações Unidas classificou as sanções e as restrições energéticas como uma violação do direito internacional. Em agosto, especialistas do organismo alertaram para o aumento do risco de surtos de doenças na ilha com o agravamento das medidas.

Moradores de diferentes regiões relatam há meses episódios de diarreia, febre e dores no corpo, associados a falhas no abastecimento de água e energia. Na sexta-feira, 4, a Embaixada dos Estados Unidos em Havana divulgou um alerta sanitário sobre o crescimento de doenças intestinais no país.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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