A diferença entre CE e C aparece quando um número é digitado incorretamente no meio de uma conta. Embora os dois comandos estejam associados à ideia de apagar, cada um atua em uma parte diferente do cálculo — e escolher o botão errado pode eliminar todo o trabalho feito até então.
O CE, abreviação de “Clear Entry”, remove apenas o número que está no visor. As operações anteriores permanecem registradas, o que permite substituir a entrada equivocada e seguir normalmente. Em uma conta como 38 + 24, por exemplo, se o segundo número for digitado como 42, basta pressionar CE, inserir 24 e continuar.
Já C vem de “Clear”, palavra em inglês para “limpar”. Nesse caso, a calculadora apaga a operação inteira ou o cálculo parcial, zera o visor e descarta os números usados anteriormente naquela conta. Se o comando for acionado durante uma sequência, será necessário recomeçar.
A diferença pode ser resumida assim: CE apaga somente o último número digitado; C elimina toda a operação e leva o cálculo de volta ao início. Em uma sequência como 38 + 24 + 13 + 22, pressionar C significa perder a conta em andamento e precisar inserir todos os valores novamente.
De onde vieram as calculadoras
A lógica desses botões faz parte de uma história mais ampla de instrumentos de cálculo. Em 1642, o francês Blaise Pascal criou a pascalina, uma máquina mecânica formada por engrenagens e apoiada sobre uma mesa. O aparelho realizava somas e subtrações e foi construído por Pascal, então com idade entre 19 e 21 anos, para ajudar seu pai, Étienne, matemático conhecido na França.
Antes dela, já existia o ábaco, criado entre 3 mil e 4 mil anos atrás na Ásia. O instrumento permite calcular com o deslocamento de contas ou sementes secas sobre varetas paralelas. A pascalina tinha seis rodas dentadas, com algarismos de 0 a 9, e conseguia somar três parcelas de uma vez, alcançando 999.999.


